Sexta-feira, 4 de Abril de 2014

Tesouros escondidos

Procuro no interior.

Remexo-os, troco-os de um lado para o outro.
Decido tirar tudo para poder ver melhor.
Um a um, vou tirando os momentos e sentimentos que fui guardando ao longo dos anos.
E que tesouros tinha escondidos,
alguns até esquecidos...
Ponho-os sobre a mesa.
Não, não encontro aquele que procuro!
Volto a guardar cada um no respectivo lugar.
Devagar, tentando senti-los,
buscando aquele que me faz falta neste momento.
Tinha de o ter posto no lugar do costume.
Isto acontece-me quando quero que desapareça quando as coisas não correm bem.
Parece que desapareceu definitivamente!
E agora... este último não entra?
Ainda agora os tinha todos lá dentro...
Espreito para ver o que se passa.
Aí está aquele que procurava.
Como sempre, diante dos meus olhos.
Como sempre, vejo-o tarde...


Alma às 19:07
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Sábado, 15 de Fevereiro de 2014

Dez minutos

Em dez minutos,

 

Não pares, avança sempre, que o melhor está para vir.

Não renuncies aos teus sonhos, porque não importa o tempo que demore, eles estão sempre aí à espera que os retomes e finalmente passem da fantasia à realidade.

Não penses em ser feliz dependendo dos outros, a felicidade não depende se tens ou não gente ao teu redor, mas em seres feliz tu, o bom atrairá o bom.

Não olhes tanto para o relógio, olha mais o espaço em teu redor, esse que muda quatro vezes ao ano e nunca se vê duas vezes o mesmo pôr-do-sol.

Em dez minutos, faz aquela chamada que tens pendente, desculpa-te com quem tenhas algo por resolver, diz o que sentes que é o pior que pode acontecer... que te digam que não era como tu pensavas, e se for, ultrapassa e segue, a vida é feita de mudanças e desafios.

Em dez minutos, sê o que quiseres ser, ao fim e ao cabo haverá sempre quem te apoie e quem te condene, mas o importante é como tu te sentes nesses dez minutos.

Dez minutos de beijos, de um abraço apertado, de um olhar ou um sorriso.


Alma às 18:46
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Sábado, 8 de Fevereiro de 2014

Espero algum dia voltar a ver-te

Dei comigo, novamente, a pensar em ti e nos poucos momentos que passamos juntos.
Já passou muito tempo, mas é difícil esquecer o teu sorriso, o teu cheiro, o teu sabor, o teu corpo jovem e belo.
Espero algum dia voltar a ver-te, sentir o teu cheiro, o calor do teu corpo, tocar-te, beijar-te, saborear-te...

 

 

 

 


Alma às 19:07
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012

Dilema

Fénix ou Abutre?


Alma às 22:42
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Terça-feira, 18 de Outubro de 2011

Encontro

Sinto necessidade de contar esta história, porque me atormenta desde que aconteceu, há já alguns meses.
Ia eu ao Hospital da Prelada visitar a minha namorada de então que tinha feito uma cirurgia. Ela tem pavor de hospitais, sangue, seringas, feridas, pensos e afins. Estava muito receosa da cirurgia e dizia que poderia morrer.
A caminho da enfermaria, percorre-se um longo corredor pelo qual se chega aos elevadores para subir ao respectivo piso. Em sentido contrário ao meu, aproximava-se um senhor de idade com a típica bata branca de doente aberta na parte de trás. Surpreendeu-me logo porque essa zona é de passagem e não é costume ver doentes a passear, mas sim pessoal de serviço ou visitas a caminho das enfermarias. Falava com as pessoas com quem se cruzava, cumprimentava um e outro, sorria às enfermeiras. Quando se aproximou, o seu olhar deteve-se no meu e, prontamente, dirigiu-se a mim com os braços estendidos. Recordo que pensei que me teria confundido com alguém, com tanta confiança que o vi aproximar, apesar de ter uma cara que me parecia familiar. Recordo também os seus olhos, luminosos, profundos, com muita vida nas pupilas. Pôs-me as mãos nos ombros e com uma voz serena disse:
-Já está, trocamos, agora vou-me embora. Fico feliz por te ver.
-Sim, eu também, mas acho que está enganado- respondi com um sorriso nos lábios.
-Não, acho que não. Agora trata dela porque é cedo, aproveitem esta oportunidade. Tenho de ir, já fui chamado.
Vendo que se encaminhava para a saída, achei necessário lembrar-lhe a sua indumentária.
-Desculpe, parece-me que se esqueceu de algo- disse-lhe reforçando com um gesto apontando a sua bata.
-Como? ...ahhh! Não, para onde vou não preciso de mais. Bom, voltaremos a nos encontrar, dentro de muitos anos.
Deu meia volta e caminhando pausadamente, continuou o seu caminho. Não pude desviar o olhar dele até que desapareceu ao virar a esquina do corredor. Curiosamente, e por mais que tente, não me lembro de ver a sombra do seu corpo... Saltou uma faísca na minha cabeça que me fez sentir um calafrio percorrer o meu corpo dos pés à nuca. Corri como um atleta pelas escadas, pois os elevadores não seriam tão rápidos como desejava, enquanto pensava naquele encontro, em quem seria aquele senhor... aquele olhar... a sua serenidade... a sua voz apaziguadora.


Alma às 03:06
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Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011

Destino

O destino fez com que a distância se encarregasse de garantir a não continuidade daquilo que nem começou.
Boa sorte para essa nova etapa da vida que agora inicias.


Alma às 01:30
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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011

Precisa-se

Decorador de interiores, maquilhador de almas deterioradas pelos maus-tratos do tempo, restaurador de corações fissurados, desentupidor de rotinas e apatias...


Alma às 13:25
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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011

Pensamento do dia

Sorrisos arrancam-se, beijos roubam-se e vontades provocam-se! 


Alma às 01:12
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Terça-feira, 16 de Agosto de 2011

Vida exemplar

Na Segunda de manhã, vai à igreja ajudar na limpeza da sacristia, Terça dá conselhos aos jovens como voluntária em planeamento familiar, Quarta serve refeições aos sem-abrigo no refeitório social, Quinta ajuda novamente na igreja a separar a roupa usada oferecida pelos fiéis, Sexta reúne-se com o grupo social do bairro para promover actividades para as crianças desfavorecidas, Sábado fode com o Padre enquanto grita que é uma puta, e no Domingo descansa.


Alma às 00:18
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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011

Não me apetece dar título a este post

O melhor quando caímos não é levantarmo-nos imediatamente, mas sim fazer crer aos outros que no chão se está melhor.


Alma às 00:04
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Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011

A idade interessa?

Muitos dizem que a idade é apenas um número, que não tem influência no êxito da relação de um casal se na realidade existe amor entre ambos.
Mas sim, quando a diferença de idades é considerável transforma-se no centro das atenções, desperta curiosidade e murmúrios. Também custa muito porque são excluídos (na maioria das vezes) do ambiente social.
Porque o amor não entende nada de idades. É imprevisível como o ladrão na noite, chega sem aviso prévio e rouba-nos tudo.
A mim sempre me caiu melhor que o mais velho da relação seja o homem, porque as mulheres como são mais sensíveis amadurecem mais cedo e procuram um homem com inteligência e que as proteja.
Realmente este tema é muito complexo, e há amores de muitas formas.


Alma às 22:16
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2011

Infiel... ser ou não ser

Há dias li um artigo que falava de infidelidades, tanto masculinas como femininas. Achei surpreendente ver como falavam de características diferentes para cada uma delas, como se de uma ciência se tratasse. No entanto, nunca puderam estabelecer os limites do que é ou não infidelidade. Quando se pisa o risco? Segundo esse artigo, essa linha depende de cada um. Então, podemos ser fiéis e infiéis ao mesmo tempo. Se a pessoa com quem mantenho relacionamento considerar ser infiel o simples facto de apreciar alguma característica de outra pessoa, seja física ou intelectual, então sou um infiel convicto. Mas claro, como para mim essa não é a linha da infidelidade... então que sou?
Este tema dá tanto que falar... será um beijo um acto infiel ou será apenas o sexo? E o desejo, é infidelidade? Porque se o desejo não é, então só se é infiel se há oportunidade, deixando de fora todos aqueles que o seriam se fossem correspondidos.
Haverá infidelidade pior que a dos sentimentos, mesmo que não seja dado o passo final?


Alma às 05:40
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Sábado, 16 de Julho de 2011

A seu lado

Pensava que ela estava desterrada do meu coração, mas um dia destes voltou a casa. Ao vê-la, todas as recordações emergiram novamente na minha cabeça. As longas tardes de domingo na sua companhia, as noites de verão em claro e húmidas com ela na cama. Recordo-a ao meu lado fosse onde fosse, incondicional. Na sua companhia passei parte da minha vida, e a seu lado cresci e sofri. Talvez não fosse a melhor companheira em alguns momentos, mas estava ali. Ainda assim, em todos esses anos partilhados, houve uma coisa que nunca lhe perguntei: o seu nome. Melancolia.


Alma às 14:52
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Terça-feira, 12 de Julho de 2011

Deixa-me entrar

-Amo-te.
-Eu também te amo mas isso não é o suficiente.
-O amor consegue tudo.
-No meu mundo não. Na verdade, sou assim por culpa dele. O amor é a única emoção que é completamente oposta àquilo que pensamos ser. O amante não é egoísta, mas quer o outro só para si. É desinteressado, mas se não recebe o mesmo que dá, esquece imediatamente a sua condição. O amor é magia até se acabarem os truques, é resposta até que os curiosos se multiplicam. Tu és jovem e ainda não percebes, eu que conto séculos às costas tudo sei. Como disse aquele velho conhecido, não sou digno de entrar na tua casa, mas basta uma palavra tua para atravessar a porta.
Vês? No fundo não somos assim tão diferentes, Jesus Cristo também deu a beber o seu sangue aos discípulos...


Alma às 18:25
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Sábado, 9 de Julho de 2011

Parabéns ao meu blog...

...pelo seu segundo aniversário.


Alma às 00:35
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Sexta-feira, 1 de Julho de 2011

Encontro com Satanás

Ontem, enquanto relaxava numa esplanada cá da terrinha e à conversa com uma amiga, em tom de brincadeira disse-lhe que estava à espera do Diabo no intuito de lhe vender a minha alma.
A minha amiga perguntou se realmente a queria vender, porque ela tinha acesso directo ao inferno.
A conversa seguiu nesse caminho, mas foi tomando proporções mais sérias, o que eu não estava à espera (vender a alma ao Diabo tem muito pouca seriedade no meu ponto de vista).
A dado momento, falava-me como se fosse ela própria Satanás e comecei a dizer como faria numa reunião com o Diabo para vender a minha alma.
Curioso foi, quando se certificou que realmente estava convencido a vender o meu bem mais precioso e tudo o que demais detenho, disse que, em troca, me daria todo o poder do mundo.

-Mas eu não quero poder!!!

Respondeu, segura de si mesma, que todos o queremos e eu não sou diferente, que quero o poder mesmo que ainda não o soubesse, e como a continuava a contrariar, perguntou:

-Que queres tu afinal?

Disse-lhe que queria poder abraçar uma determinada pessoa naquele instante, sem falar, sem mais que sentir os seus braços mesmo que por um instante.
A minha amiga começou a rir-se de mim enquanto dizia que eu estava louco. Não entendia que pudesse querer algo que não fosse o poder, qualquer que ele seja.
Creio que não sou o único, como disse ela, que rejeita todo o poder do universo por um instante especial.
Continuo a acreditar que muita gente dá mais valor aos sentimentos.
Apenas nos resta saber se realmente estamos loucos!!!


Alma às 23:09
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Sábado, 25 de Junho de 2011

Manada cruel

O pânico e o terror, são dos motores que, desde os tempos mais remotos, têm movido o mundo. Terror ao inimigo, hipotético muitas vezes, às epidemias, ao alheio, ao desconhecido...
Mas, nestes medos não se encontra o pavor de ser manipulado, de ser mais uma ovelha no rebanho.
Curiosamente, sentimo-nos melhor ao partilhar opiniões, ao pertencer a um determinado grupo, sendo governados por um líder mesmo que este seja pouco honesto. Talvez pelo medo ancestral que temos em tomar as nossas próprias decisões. Assim é mais cómodo por sermos guiados, temendo sempre transpor os limites impostos, ou por vergonha, como pela sensação de que, se o fizermos, caminhamos para o ostracismo ou para a perseguição dos nossos congéneres.
Desde a mais tenra idade, a violência escolar ensina as crianças a não se afastarem da manada, sendo qualquer indivíduo diferente, seja por que motivo for, objecto das mais variadas agressões pelos colegas, vendo-se assim obrigados a ocultar os seus pensamentos, sonhos e diferenças, por detrás de uma máscara.
Mais tarde, já na juventude, a educação recebida é monocromática, exterminando toda a espécie de diferenciação que porventura haja, sobrevivendo ao crivo imposto pelos colegas de infância.
Não vou aqui afirmar que existe uma conspiração nisso para criar uma sociedade uniforme, porque sem dúvida essa é uma das características do animal que somos, pertencer à manada. Mas, inequivocamente não deixa de ser conveniente aos poderes estabelecidos.
Isto explica como, a submissão ao que é ditado pelo líder, pode obrigar pessoas, em princípio boas e incapazes de prejudicar alguém, a cometer as mais variadas atrocidades.
Da mesma forma, pessoas de bom íntimo, (porque nego-me a pensar que o povo alemão seja particularmente cruel), levaram a cabo, sob ordens, o extermínio dos judeus.
Devemos, assim, questionaram-nos se esta sociedade, no que diz respeito à educação recebida, que por outro lado é um pilar do nosso futuro, não deveria reequacionar os valores incutidos aos indivíduos desde a mais tenra idade, ou caminharemos sucessivamente para as mesmas atrocidades cometidas no passado. No entanto, mantenho a convicção de que disso resultaria um enfraquecimento do poder da classe política dominante.

Deixo aqui fotos da minha filha de 7 anos, sim, a que no ano passado frequentava o infantário, onde se podem ver os ferimentos causados por uma colega da manada do 1º ano.

____  __

 


Alma às 06:36
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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

Chocolate

Dizem que o chocolate é o substituto do sexo; muitos risinhos dissimulados tenho ouvido quando digo que adoro chocolate...
Acho que estão enganados, o substituto do sexo é o café, que nos põe nervosos, faz o corpo vibrar, abre os brônquios e faz-nos respirar profundamente, aquecendo o estômago e dilatando o peito.
Ao chocolate chamar-lhe-ia o substituto do amor, com o seu aroma agridoce, a sua textura única que preenche e banha o estômago.
Ora venha mais uma pasta...


Alma às 19:25
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Sábado, 6 de Novembro de 2010

Contigo...

Pego numa cadeira, sozinho, olhando o horizonte, e não posso evitar pensar em ti...
Os meus desejos transformam-se num sonho doce, no qual estás a meu lado, vendo o mesmo que eu, sentindo como eu este ar quase puro.
Imagino que cai a noite.
Daqui pode ver-se a escuridão do céu que apenas é rasgado pela luz da lua e das estrelas que brilham cheias de força e energia.
Estás ao meu lado quando cai a noite...
Vejo o teu sorriso e os teus olhos brilhantes.
Da tua boca sai um sussurro quase inaudível antes de nos perdermos no mar de sensações que me provoca sentir os teus lábios nos meus...
A noite fica eternamente curta.
Sinto cada segundo ao teu lado, o toque da tua pele, cada momento de puro prazer, até que, extasiados, contemplamos a chegada de um novo dia, vemos juntos o amanhecer...


Alma às 12:48
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Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010

Cinderella

Quero ser alguém para ti, ser especial,
que ao pensares em mim te escape um sorriso,
que brilhem os teus olhos, que acelere o teu coração...

Quero estar nos teus sonhos,
na tua realidade,
que todos os momentos da tua vida façam parte dos meus.

Quero que penses em mim como eu penso em ti,
ver os teus sentimentos puros e sinceros,
sentir na minha pele as emoções da tua.

Quero que a nossa história seja uma história de amor,
um conto de fadas com final feliz.
E quero que também tu o queiras!


Alma às 23:59
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Terça-feira, 7 de Setembro de 2010

Mendigo

Dizem que está assim porque um dia viu um demónio, e que desde então quase nem fala e raramente sorri, apenas aquele sorriso rançoso e estranho característico dos loucos e dos bêbados. Poucos sabem que a sua mulher e as duas filhas encontraram também o mesmo demónio numa curva da estrada, e que diariamente o visitam desde o acidente. Uns dias cheira a bagaço, outros a vinho de pacote e, a sua vida num dia bom, é parecida a dez quilos de bosta num saco de cinco.
Por vezes vê-se deambular só pela rua, com o seu casaco de cor indefinida e os seus sacos do supermercado às costas, onde guarda a sua vida. Com o olhar perdido, observa os acontecimentos diante dos seus olhos, ou melhor, dentro da sua cabeça.
Outras vezes gosta de ir ao centro comercial, e passeia pelos intermináveis corredores até algum comerciante chamar o segurança para o tirar dali. Não é bom para o negócio.
Quando as crianças passam a seu lado, ele olha para elas e parece emergir nos seus olhos a memória, a pena, a maldição... Não anseia uma vida melhor, nem sequer se lembra como era. Tantos são os dias sem sentido que lhe calharam viver, que já fazem parte da sua desolação.
Uma destas noites vi-o a correr, com a cara toda esmurrada. Ia pelo meio da rua, descalço e sujo, enquanto gritava algo imperceptível, apenas compreensível por quem sofre da mesma doença. Acho que corria em busca duma curva, negra como a sua alma, onde um dia alguém lhe tirou o único que tinha.
Não se voltou a ver desde então. Acho que está à procura da forma de pagar nos dias que lhe restam pelas vidas que perdeu.
Espero que consiga.


Alma às 01:42
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Domingo, 5 de Setembro de 2010

Musica do dia

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Alma às 00:32
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Terça-feira, 13 de Julho de 2010

Sorriso à Lua

Hoje olhei para a lua e sorri.
Não o fiz por me sentir especialmente feliz...
Sorri para poder alegrar a noite de alguém, alguém que tenha procurado no céu um motivo para viver, para sorrir, para se sentir afortunado.
É a minha forma de agradecer a quem sorriu à lua naquelas noites em que era eu quem procurava um sorriso do universo.


Alma às 23:03
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Sexta-feira, 9 de Julho de 2010

Parabéns ao meu blog...

 

...pelo seu primeiro aniversário.


Alma às 19:27
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Terça-feira, 8 de Junho de 2010

O vento

Sinto a passagem do tempo como vento que sopra em diferentes direcções, com diferentes intensidades, ocasionando mais ou menos destroços, dependendo do azar talvez?
E como o vento, o tempo passa levando pequenos fragmentos do passado como se de areia ou pó se tratasse.
Fragmentos tão pequenos que incorporam o momento fazendo do passado parte do presente e do presente parte do passado, condicionando as respostas e as perguntas, encaminhando as nossas vidas por um caminho onde não existe o esquecimento e onde cada momento dura eternamente, independentemente das emoções que nos tragam.

Não posso fazer parar o vento, apenas esperar que acalme.
Não posso retirar da minha vida as recordações... afinal, sem elas esta não seria a minha vida!!!

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Alma às 18:56
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Sábado, 5 de Junho de 2010

Palavras

Na tentativa de entender o mundo, muitas vezes perco-me em palavras que sei serem ocas, sem sentido, tentando acreditar nelas a qualquer custo, decepcionando-me em seguida quando acontece o inevitável e me apercebo que eram vazias de significado. Afinal, as palavras são palavras, nada mais, e se não forem acompanhadas de actos perdem-se no tempo, perdem a sua força e transformam-se num passado distante e irreal do que uma vez foi um sonho.
Não que sejam sempre falsas, mas sós não têm o poder de perdurar numa vida repleta de mudanças.
Por vezes, são palavras ditas com o intuito de alcançar um objectivo, outras, são palavras em parte sentidas. Meias palavras, meias verdades... e cada qual tem de interpreta-las, fazê-las suas ou deixá-las voar como notas de música ao vento.
Palavras que mudam com cada resposta, cada gesto, cada acção... impossível saber para onde vão, e dificilmente descobrir de onde realmente vêm.
As palavras têm a capacidade de se transformar, podendo adaptar-se ao meio, adoptando a forma dos lábios que lhes dão vida e dos ouvidos que as recebem, são rosas e espinhos...
E neste mundo, muitas vezes, são tudo por serem a forma básica de nos fazermos entender.


Alma às 23:41
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Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

Uma Europa Hipocrita

Cada vez me convenço mais que não querem endireitar isto. O parlamento europeu, local onde se tomam as grandes decisões, mais parece um teatro. Sempre que alguém diz umas verdades que toda a gente aprovaria, calam-no porque terminou o seu tempo de palavra, e eu pergunto, afinal a que se joga ali?

Parece que sempre que haja um problema, em vez de se procurar soluções, procura-se a forma de ganhar dinheiro. É o mundo virado ao contrário.
No vídeo seguinte é interessante pela clareza do discurso do eurodeputado, mas o melhor é a cara dos outros, que mais parece que não é nada com eles.
A corrupção e o jogo de interesses não é um exclusivo do nosso país.

Ver vídeo aqui

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Alma às 06:17
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Sábado, 29 de Maio de 2010

Vida

Trabalhas para não pensar
Não te dás ao luxo de pensar para evitar sentir
Descartas sentir para não sofrer
Chegado a este ponto perguntas se ainda respiras
É melhor viver

E assim deixas de pensar
Fantástico


Alma às 18:05
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Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

É hoje

Aprendemos que a vida é um momento especial, com presentes, com sonhos, com a esperança sobre as nossas cabeças, como um pêndulo que nos faz crescer e crescer. Sabemos que a casualidade e a predestinação não existem, que dentro de nós existe um motor que nos faz crescer mais, hoje, e nos dias que nos restam...
Em busca da perfeição da alma, descubro a experiencia maravilhosa de celebrar o presente e ainda mais... de amar a vida.
Por vezes a nostalgia ultrapassa a sua conta e mesmo que tentemos ver, enevoam-se os olhos, o futuro que não se espera, vale sempre a pena, será sempre um ensinamento e um dom.
Foram anos repletos de "tudo" e isso é o gosto de poder abraçar os sonhos e agarrar-me às estrelas.

É hoje o dia do meu feliz aniversário, intercalado com dias infelizes e outros assim-assim.
Feliz aniversário para mim!


Alma às 23:50
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Sábado, 22 de Maio de 2010

Ontem, tu e eu

Descalço, sentindo a areia branca da praia na planta dos pés, deixei voar a minha mente.
Os meus olhos perderam-se na mistura de cores, amarelo, laranja e vermelho que o horizonte me oferecia.
Senti como o cheiro salgado do mar purificava a minha alma e o meu corpo enquanto a minha mente me levava pelos caminhos do pecado.
Estava contigo!
Por momentos perdi a noção do espaço e do tempo.
Apenas uma ínfima corrente de ar separava os nossos lábios, as nossas mãos, os nossos corpos.
A luz da lua devolveu-me a realidade.
Hoje, a corrente de ar é enorme e no entanto sinto-te tão perto...


Alma às 08:36
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Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

Escudo de pedra

Dentro de um já velho e quebradiço escudo de pedra, vivia um lindo coração. Certo dia, apareceu não se sabe de onde, um coração moribundo muito ferido e ensanguentado. O já frágil escudo acabou por ceder, partiu-se em mil pedaços caindo ao chão como as folhas no Outono. O coração ferido, ao ver tão útil protecção recolheu-o e forrou-se com os mil pedaços para estancar a sua hemorragia.
Agora, a detentora de tão belo e nobre órgão, pensa mais com o coração que com a razão.
Há momentos para tudo, até para nos deixarmos levar... em busca da felicidade.


Alma às 06:59
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Sexta-feira, 14 de Maio de 2010

Acordar

Quando algo corre mal, tudo corre mal...
Quando decidi aceitar o caminho que tinha escolhido, o caminho mudou.
Agora, perdido, procuro na escuridão o caminho perdido ou outro, simplesmente com a intenção de continuar a dar passos, não interessando a direcção.
Em frente vejo o abismo que eu próprio construí ao longo dos tempos e do qual me tentava distanciar cada vez mais.
Exausto, pergunto se não terá sido tudo um pesadelo. A resposta chegará com o tempo...

Apenas quero acordar, seja num caminho repleto de flores e luz ou no caminho oposto, o das trevas. Quero que o tempo passe e que chegue o futuro, bom ou mau, e poder continuar a caminhar, errando, levantando-me, chorando e rindo.

Acordar e que seja manhã.


Alma às 22:31
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Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

E agora...

Agora é isto que tenho. Começo uma vida nova, nem melhor nem pior, apenas diferente.
O caminho não é fácil, nem agradável,... é um caminho inesperado, fruto das indecisões, dos erros, das mudanças, da resignação... É o meu novo caminho.
Olho para trás e vejo que já nada será como antes. Pergunto-me se é a vida com que sonhei, sei que não, mas olho em frente e digo: Agora, é esta a minha vida!


Alma às 18:59
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Terça-feira, 11 de Maio de 2010

Festa

Acho que vai ser hoje. Avizinha-se uma grande festa para a qual estão todos convidados.
A hora depende das vossas visitas, e provavelmente não estarei presente. Quem quiser pode trazer farnel, musica e enfeites.
Hoje, o blog atingirá as 10.000 visitas e 25.000 páginas visitadas nos seus 10 meses de existência, o qual se deve exclusivamente a vocês.
Longe vão os tempos das 200 visitas diárias, pois a crise também chegou aos blogs como escreve a minha "amiga" Teia d'Aranha ...culpa do Facebook...
Agradeço a todos por me terem acompanhado.

P.S.: Há prémio para a alma 10.000 (deixa comentário)

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Alma às 19:15
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Sábado, 8 de Maio de 2010

O nosso caminho

Algo belo na vida, e por vezes também doloroso, é não saber exactamente onde nos leva cada caminho. Por sorte, temos sempre opções que devemos escolher consoante nos pareça mais aceitável, sabendo de antemão que essa selecção nos abre ou fecha diversas "portas".
Muitas vezes escolhemos o caminho tendo em mente uma meta, outras porque consideramos ser a melhor saída. Há ainda outras vezes em que, de uma ou outra forma, levam-nos a fazê-lo.
Certo é que estes caminhos trazem consequências, boas ou más, e que mesmo que se possa partilhar tanto a dor como a felicidade, o caminho é o nosso, assim como as consequências que daí advirão.
Muitas vezes enganamo-nos e afastamo-nos do caminho desejado, muitas outras sairá melhor do que tínhamos pensado.
Esta é a beleza da vida humana, ter sempre opções mesmo que não saibamos o que escolher...


Alma às 23:27
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Quinta-feira, 6 de Maio de 2010

Percepção do tempo

Os dias passam como sempre.
Começam segundo a segundo, depois os segundos dão lugar aos primeiros minutos, às primeiras horas...
O sol nasce, sobe cada vez mais no céu, e começa a cair até adormecer nos braços da lua.
Como sempre, e sempre diferente.
Há segundos que mais parecem horas, horas tão pequenas que não duram dois segundos. Também existem os minutos que são exactamente isso, minutos, nada mais.
A percepção do tempo varia de pessoa para pessoa.
A percepção da realidade também!


Alma às 23:21
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Quarta-feira, 5 de Maio de 2010

Desculpa, ainda não sou capaz...

—Dás-me um beijo?
—Não posso, já não tenho mais beijos!
—Como não tens mais beijos?
—A sério, já não tenho mais. Olha para a minha boca. Vês? Está vazia... Não tenho mais beijos para dar, dei-os todos!
—Pois, pois... Queria mesmo um beijo teu! Está bem, talvez tenha mais sorte outro dia...
—Espera, tenho algo neste bolso. Olha! É um beijo. Um beijo enorme! Se esperares um momento, ponho-o na minha boca e poderei dar-to. Agora, rápido, que vem alguém e tira-to!


Alma às 23:38
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Terça-feira, 4 de Maio de 2010

Escrever um livro...?

Fui convidado pela Autores-Editora para editar um livro.
Como não disponho de material suficiente para tal, resta-me escrever algo de raiz, desafio que não sei se serei capaz de superar. Escrever um livro não é a mesma coisa que escrever textos soltos no blog.
Com tanta gente a escrever extraordinariamente bem por aí, não sei como se foram lembrar de mim...
Neste momento não me sinto com inspiração suficiente para aceitar tão honroso convite, mas fica desde já a promessa que vou ponderar a hipótese de escrever algo baseado nos últimos tempos da minha vida, ou uma obra de ficção.
Resta esperar que apareça uma musa inspiradora que me dê energia criativa para tão árdua tarefa. Esperemos para ver...
Se aceitar o convite, provavelmente não sobrará muito tempo para o blog, motivo pelo qual peço, desde já, desculpa aos leitores.


Alma às 23:24
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Segunda-feira, 3 de Maio de 2010

Carta à minha filha

É difícil educar quando se está submerso num mar de dúvidas.
Por vezes creio que como pai tenho de te impor determinadas regras que supostamente te ajudarão no teu futuro, mas isso colide com a minha forma de pensar.
Dou-te liberdade para escolher quando ainda não estás preparada para o fazer, ou estás?
Também não sei se gostaras de conhecer o poder da verdade e do pensamento.  Se calhar preferes a falsa felicidade da ignorância e eu arrebato-ta desde tão tenra idade.
Apenas tenho certeza que me enganarei muitas vezes, pensando sempre no melhor para ti...
Espero que cresças bem e feliz e que algum dia saibas ver que as minhas acções são uma tentativa desesperada e imperfeita de tornar a tua vida mais fácil. Faço-o desde o meu ponto de vista que certamente não coincidirá com o teu, mas é o único que tenho.
Não pretendo fazer-te à minha imagem e semelhança, apenas ensinar-te a ser tu mesma, a dar os teus passos no caminho por ti escolhido.
Quero a tua felicidade acima de tudo e se me engano, perdoa-me e ensina-me a fazê-lo melhor.
Ouvir-te-ei, tentarei compreender as tuas palavras e vou amar-te para sempre!


Alma às 21:52
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Sábado, 1 de Maio de 2010

ADEUS

Hoje despeço-me de ti, das tuas recordações que tardavam em desaparecer, do amor que sentia por ti, das lágrimas que a cada noite derramei, da ansiedade que sentia ao pensar em ti, da intranquilidade...
Não me valorizaste, não me respeitaste, usaste-me descaradamente e foste tu quem deitou tudo a perder, mas a minha consciência está tranquila porque apenas te quis fazer feliz, com os meus enganos e erros, mas ninguém é perfeito.

Depois de tudo de mal que passei por ti e no poço sem fundo em que me encontrava, agradeço que tenhas passado pela minha vida, apesar de teres deixado o sabor mais amargo que se possa provar, deixaste-me algum ensinamento, aprendi a valorizar-me, a ver o mundo para além dos teus olhos, a perceber que há um mundo depois de ti.

Acabou! Agora sou a minha lei, a minha palavra, o meu corpo, sou eu. Não preciso de ti para ser feliz, mesmo que jamais te esqueça, não preciso de ti.
Sigo com a minha vida, que agora redescubro, tenho tanto para dar e tanto para receber.

Tenho pena não me despedir de ti convenientemente, olhos nos olhos, mas tu assim quiseste. Havia muitas coisas por dizer, umas boas outras nem por isso.

Espero do fundo do coração que te consigas tratar e que encontres alguém que te faça feliz.

Por ultimo, despeço-me para sempre da pessoa que deixaste caída, da qual apenas restavam pedaços, a que deixou tudo por ti.

ADEUS


Alma às 23:48
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Terça-feira, 27 de Abril de 2010

Sentimento de impotência

Hoje é um daqueles dias em que, se pudesse, renunciaria a capacidade de pensar.
Talvez o problema seja que não penso de uma forma lógica e ordenada, mas também acho que não é possível fazê-lo em determinadas situações.
Nem tudo o que parece é, no entanto, tenho de considerar a possibilidade de o ser, e isso aterroriza-me.
Ainda assim, as soluções que encontro, no meio deste caos mental, não são de todo boas ou adequadas...

Isto já me aconteceu antes. Nesse momento difícil, chocando com a opinião de alguns, deixar o tempo passar. Fico feliz por tê-lo feito pois estavam enganados e uma atitude alarmista não seria boa para ninguém. Agora repete-se... é certo que da primeira vez era falso alarme, o que não significa que desta vez também o seja.
Não sei que pensar, muito menos que fazer!

Escrever ajuda-me a ordenar as ideias e tem um poder tranquilizante sobre mim. Já quase me sinto com forças para enfrentar a situação de uma forma calma.
Nisto, não me posso dar ao luxo de me enganar!

Oxalá, algum dia, possamos viver felizes num mundo sem maldade...


Alma às 20:18
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Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

A tempestade

Depois de navegar em águas enfurecidas pela tempestade, já sem forças mas ainda vivo, chego a um mar tranquilo. Penso que tudo passou mas cedo me apercebo do meu erro.
Durante a tempestade agarrei-me a um barril e, o mais rapidamente possível, tentei retirar a água que entrava por pequenos orifícios. Só queria sair daquele inferno, sem me preocupar com os destroços. Nem sequer pensei em avalia-los de forma racional.
Agora, em águas paradas, quando pensei que poderia descansar e recarregar energias, vejo como me afundo, lentamente, pelos buracos da carcaça.
Sobrevivi à tempestade acreditando que com calma tudo se solucionaria. Agora, exausto, deixo-me ir...


Alma às 23:59
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Domingo, 25 de Abril de 2010

Tudo muda

Tudo muda com o tempo.
A forma de pensar que tinha há 10 anos não é a mesma com que penso hoje.
Mudam os sentimentos, mudam os gostos, os desejos, os sonhos...
Mudam os amigos, as necessidades, muda a família...
No entanto a mudança que mais influenciou a minha vida, nem sempre a vejo... a minha mudança pessoal, o modo de interacção com o mundo.
Tudo muda com o tempo...
Tudo muda com as nossas mudanças.


Alma às 22:29
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Sábado, 24 de Abril de 2010

Teimosia

Há quem não seja capaz de dar o braço a torcer e admitir os seus erros e enganos, apesar de lhe ter sido mostrada a verdade.
Por vezes um "desculpa" fica muito bem, mesmo que já não haja mais nada a fazer.

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Alma às 20:38
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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Sinto a tua falta

Sinto muito a tua falta!
Talvez não sinta falta de ti mas sim do que me fazias sentir.
Sinto falta dos momentos, da ilusão da espera, dos rituais antes de te ver.
E penso que sinto a tua falta...
Talvez não sinta falta de ti porque poderias ser qualquer uma, e fazer-me sentir o mesmo, a mesma vontade de te ver, de te sentir, de te tocar...
Sinto falta de alguns sonhos que sem ti não existem,
Sinto falta da esperança de um novo dia igual a tantos outros,
Sinto falta das borboletas que voavam nas minhas entranhas.

Sabes?
As borboletas ainda existem mas estão cansadas, já não voam como antigamente, aceitaram a nova condição de borboletas sem asas.
Passam o dia adormecidas e à noite...

Nessas noites em que sinto a tua falta, quando te procuro e não te encontro, quando duvido que tenhas sido tão real, quando realidade e imaginação se unem, quando a minha loucura me domina e te chamo silenciosamente.

Sim, sinto a tua falta!


Alma às 22:38
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Domingo, 18 de Abril de 2010

Respeito

Calar nem sempre é desconhecimento de resposta,
por vezes é ausência de danos desnecessários.

Aceitar, discordando, nem sempre é submissão,
por vezes é apenas evitar uma guerra.

As lágrimas nem sempre são tristeza,
por vezes são impotência.

Valerá a pena respeitar quando não nos sentimos respeitados?

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Alma às 22:39
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Sábado, 17 de Abril de 2010

Um horizonte de possibilidades

Fecho os olhos e estou numa praia deserta.
Sentado na areia, os pés dispostos a sentir as ondas que, mais atrevidas, decidem rebentar perto.
O meu olhar perde-se no horizonte, onde ainda estão abertas todas as possibilidades.
Sinto o vento quente nas costas nuas, sinto como acaricia a minha pele.
Pego um punhado de areia e sinto como se me escapa por entre os dedos.
Por vezes, também permiti que momentos bons da minha vida se escapassem assim, sem fazer nada para alterar o rumo...
Respiro profundamente, tentando absorver todo o ar que me rodeia. Talvez queira respirar também o calor do sol que já toca a água, lá longe, onde apenas chega a minha imaginação.
Aí, o sol vai-se apagando com a água. Também a água ferve e evapora ao tocar o sol.
Vejo como nascem as primeiras estrelas...
Penso que a água ao evaporar levou pequenos pedaços de sol até ao céu e assim nasceram essas pequenas estrelas.
O vento já não é tão quente.
Começo a sentir frio e abraço-me.
Levanto-me, disposto a terminar o dia.
Abro os olhos.
O sol ainda brilha.
Não há estrelas.
Ainda tenho tempo para voltar a fecha-los ou para me fazer ao mundo e ser feliz.
Apenas tenho de encontrar as chaves!


Alma às 22:37
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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

Onde nasce o ódio

O ódio é um sentimento que aniquila, destrói aquilo onde toca e a quem toca. É o desejo de dor alheia.
O ódio, assim como tudo o que é negativo, surge do medo transformado por uma expectativa, um desencontro, por um desejo não realizável pela implicação de uma circunstância ou de uma decisão não partilhada. Surge do choque de ideias inflexíveis ou do encontro com alguém em quem projectamos os nossos medos ou que, de alguma forma, fez florescer os mesmos.
Odiar alguém supõe a intenção da sua dor através da nossa raiva por qualquer que tenha sido a sua actuação no nosso desencontro. Odiá-lo, assim como ama-lo, é decisão nossa (sem necessidade de consenso), logo não se pode atirar à cara de quem se odeia o ódio que se processa, porque o ódio nasce dentro de nós, por isso para apagar o ódio só podemos apagá-lo em nós, entender porque nasceu, em que nos afecta, e qual o vinculo que há entre a causa e o sujeito pelo qual nasceu. Ao observar tudo isto descobriremos que o ódio surge de uma falta de aceitação, seja própria ou alheia, e que por vezes o único que podemos fazer é perdoar e afastar-nos, porque o ódio descontrolado é como o fogo; arrasa tudo... por nada...

Não odeio ninguém


Alma às 23:38
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Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

Dizem que

O amor é sempre novo. Não interessa que amemos uma, duas ou dez vezes na vida, estaremos sempre perante uma situação desconhecida.
O amor pode levar-nos ao inferno ou ao paraíso, mas leva-nos sempre a algum sitio.
É necessário procurar o amor onde quer que esteja, mesmo que isso demore horas, dias ou semanas de decepção e tristeza.
Há que encontrá-lo, e para isso teremos de o desejar do fundo do coração para que venha até nós ou para que possamos ir até ele.


Alma às 21:06
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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

A busca

Vasculhei todo o quarto, passando pelo espelho, o armário e pelas minhas mãos.
Levantei a almofada e sacudi os meus sonhos.
Abri cada porta, gaveta e caixote.
Destapei o guarda-jóias e as caixas de musica.
Desmontei a televisão, as cadeiras e as minhas entranhas.
Espreitei debaixo da cama, entre os lençóis, por cima da cómoda, por detrás das tuas fotos.
Remexi as minhas palavras, as minhas promessas e os meus Sábados...
mas não te encontrei... apenas o teu cheiro que perdura no pijama.


Alma às 23:41
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Terça-feira, 13 de Abril de 2010

Não me lembro...

...de quando o fiz pela última vez.
Apenas me lembro que era bom.
Tenho tantas saudades...
...de sorrir.


Alma às 14:06
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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

201 dias

Hoje enchi-me de recordações.
Recordações dos 201 dias mais felizes da minha vida.
Recordações de olhares e sorrisos cúmplices, de promessas perdidas no tempo, de vazio e de plenitude.
Recordei cada lugar, cada sentido, cada momento.
Momentos únicos, irrepetíveis, graças a ti.
Alguns perdidos no passado, outros lutando pelo presente.
Algumas recordações vivem em mim como sinais apenas perceptíveis, outros são cicatrizes que o tempo curará à sua maneira e que apenas recordo como se fizeram.
Ficaram os bons momentos, a parte feliz, a recordação doce do passado.
Há momentos que desejava reviver com a mesma intensidade, outros que gostaria de poder mudar para que fossem como tantas vezes sonhados.

E no entanto... todos são perfeitos!

Obrigado por tudo.

Amo-te muito.


Alma às 23:49
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Sábado, 10 de Abril de 2010

Se as minhas lágrimas falassem

Se as minhas lágrimas falassem...
só mencionariam a tristeza que existe no meu coração...

Se as minhas lágrimas falassem...
explicavam-te o porquê de tanta dor...

Porque nascem nos meus olhos brilhantes
e nunca morrem no meu rosto...

Se as minhas lágrimas falassem...
contariam porque a minha alma está desfeita.

Se apenas te falassem...
transmitiriam a nostalgia que sente a minha alma...

Se as minhas lágrimas falassem...
finalmente descobririas o peso que tem a minha consciência.

Se apenas te falassem...
morrerias nesse instante... de pena.


Alma às 21:02
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Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

A tristeza

Inesperadamente, sem nenhum tipo de convite, com a subtileza de uma gota de orvalho penetrando nas entranhas, chegou até mim a tristeza.
Não sei por onde entrou, mas desde logo se fez notar quando se instalou.
Procurou um local quentinho onde nidificar, onde pudesse espantar o frio que traz agarrado.
O meu coração, o eleito para acomodar o seu choro e uma dor perfurante deu-me o alerta de intruso.
Rejeita-la quis com todas as minhas forças, com rizadas gargalhantes, que lhe doem e a fazem esconder até terem passado e então faz uma nova excursão pelo meu ser, como doloroso castigo.
Primeiro visitou o meu estômago e apagou de um sopro a vontade de comer, outro dia as minhas pernas que deixou paralisadas, os meus braços, a minha cabeça e em cada recanto, deixou marcada a sua pegada.
Há já algum tempo que se apoderou de mim, continuando a minha alma a se esconder dela desde o primeiro dia a busca sem descanso. A sua insistência é tenaz e a cada tentativa deixa-me profundamente ferido.
Cada amanhecer é uma luta constante para seguir em frente.
Não lhe digam nada pois encontrei o seu ponto fraco, o lugar onde vive que a mantém dentro de mim.
Se lhe tiro o calorzinho, morrerá sem alcançar o seu objectivo.
O sacrifício que é suposto arrancar o meu coração, vale a pena.


Alma às 23:56
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Quinta-feira, 8 de Abril de 2010

É melhor caminhar

Diversas vezes parei para pensar como teria sido a minha vida se tivesse feito determinadas coisas ou tivesse deixado de fazer outras.
Quase sempre termino a me perguntar se teria sido feliz...

Suponho que a busca da felicidade é algo que não me abandonaria. Seguramente tentaria ser feliz com o que me calhasse e iria pensar como seria a vida com a escolha que fiz em determinado momento.

Então... sempre seria quase feliz.
Para alcançar a felicidade que procuro, talvez não baste deixar de pensar em "que teria acontecido se...", mas seria certamente um começo!

Viver a vida tirando o máximo proveito, aceitando a felicidade que já tenho e deixar de sonhar com a felicidade que não está nas minhas mãos, pode ser o caminho a seguir.


Alma às 23:52
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Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

A vida

A vida dá muitas voltas e situações que não se conseguem entender são decifradas como por magia.
Finais podem ser começos, tristezas dão lugar a alegrias.

Faz-me lembrar a desculpa típica "estou mal, por isso não posso..."
Recordo a dor de não saber o que fazer na distância, noites brancas de pensamentos cinzentos. Lágrimas desesperadas por uma solução, buscas sem horário de um fio de esperança.

Finais podem ser começos...
Começos podem ser ilusões.

Por medo esconde-se o mais forte, por detrás de uma capa de mil cores. Quando se acha seguro, sai. Então nada é como se pensava. Cresce a confusão, aumenta a escuridão. O que interessam agora as mil cores da capa se já nada é como era?

Começos podem ser ilusões...
Ilusões podem ser realidade.

Porque basta uma palavra para alterar uma vida. Não se diz a palavra por receio de rejeição ou não entendimento, outras porque tudo pode sair como sonhado.

E conseguido o sonho desejado, o que nos resta?

Realidade pode ser um final.
Realidade pode ser um começo.
Realidade pode ter sido uma ilusão.


Alma às 23:29
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Terça-feira, 6 de Abril de 2010

Controlando as emoções

Não devemos confundir controlar as emoções com reprimi-las. Não devemos ignorar ou ocultar as emoções, mas sim aprender a viver com a serenidade suficiente, convivendo e controlando as nossas reacções. Zangar-se de forma violenta ou aceitar uma situação injusta terá consequências negativas para nós, por mais razão que tenhamos. Sermos capazes de controlar as nossas emoções, expressa-las da forma correcta e oferecer uma resposta assertiva, terá uma grande influência no nosso próprio bem-estar e nas nossas relações.


Alma às 23:23
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Domingo, 4 de Abril de 2010

Onde estás?

Onde deixamos as palavras de amor?
Quando é que as trocamos por punhais?
As mesmas palavras, as mesmas duas bocas que se uniam em suaves beijos...
Palavras antes doces, agora amargas.
Em que momento mudamos tanto que deixei de te conhecer?
Recordo noites de sonhos e desejos, esperança no futuro, planos de passeios ensolarados...
Onde está isso tudo?
Não é passado...
Hoje temos os mesmos sonhos, os mesmos desejos, as mesmas esperanças. Talvez tenhamos ainda mais.
E no entanto... não fazemos mais que nos odiar.


Alma às 02:45
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Sábado, 3 de Abril de 2010

O que é o amor?

O amor é um cúmulo sensações, emoções e sentimentos que chega a ser tão forte e poderoso que no seu extremo é irresistível.

É tão grande o sentimento que embarga o ser humano nesse momento, que não pensa, não raciocina, apenas se deseja estar com o ser amado a todo o custo, tudo ao redor muda de significado, os pequenos detalhes ganham grande importância, esquecendo-se por vezes de levar uma vida activamente normal.

O amor, diz-se que é um mal-estar no estômago que se apodera da nossa vontade e não ouve razões. Vive dentro de nós, manifestamo-lo em alguém especial desejando brotar tudo de bom que se tem para dar, e quando esse alguém se vai embora, não é o amor que se perde, esse permanece aí, precisamente onde nasceu porque o amor é a nossa essência e aí continua adormecido, expectante para encontrar outro ser humano que sinta e partilhe gostos e desejos, sonhos e ilusões.

O amor entrega-se, partilha-se, manifesta-se de todas as formas e condições possíveis, sem olhar a religiões ou culturas. Todos o sentimos, todos o transmitimos, é o amor que move o mundo, é a ternura, o carinho, o respeito aos outros. O amor tem de ser demonstrado quando é preciso, sacrificado quando necessário.

O amor em si é o sentimento que te faz amar, sofrer, chorar e perdoar. Nasce dentro de nós e aí permanece esperando ser acordado e manifestar-se em toda a sua magnificência, e digo isto porque é maravilhoso viver enamorado, albergar no nosso coração tão delicado sentimento, faz-nos estremecer as emoções, sonhar com o possível e chorar o impossível.

É tão maravilhoso que nos acorda de noite, faz-nos sonhar acordados, alegra-nos quando o temos e morremos quando o perdemos, e mesmo assim continuamos amando.


Alma às 23:33
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Sexta-feira, 2 de Abril de 2010

A porta

-Então vemo-nos amanhã?

-Claro que sim, não iria embora sem antes me despedir de ti...

Passaram as horas. Ela olhava para a porta fechada. Pela janela via carros e pessoas em movimento... A porta não se abria!
Cansada de esperar, com os olhos cobertos de tristeza, levantou-se do sofá e abriu a porta.
No chão estava um bilhete:

"Vim despedir-me e encontrei uma porta fechada"


Alma às 20:28
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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010

Quando não há opção

Vivo num sonho que é a minha vida no qual tu és a protagonista, vivo uma fantasia que é a minha realidade na qual tu és a faísca, faísca de ignição que faz com que tudo funcione, que tudo tenha sentido, que nada esteja a mais. Vivo pendente de um segundo enquanto passam as horas e os dias, porque apenas um segundo, um sorriso teu, pode mudar o rumo do mundo, pode mudar o sentido do universo...

Às vezes pergunto-me se isto tudo é real ou estou a inventar, se só é uma tentativa de acreditar no que não creio... é difícil entender isto imensamente belo que sinto.
Nunca acreditei nos contos de príncipes azuis que montam cavalos brancos para resgatar a sua princesa, nunca acreditei nos guiões de filmes de amor que a história nos deixou, nunca acreditei no destino, e pode ser que, mesmo que assim o tenha desejado, nunca tenha acreditado no amor. Poderia dizer que alteraste tudo, mas não seria verdade, continuo a não acreditar nesses contos, continuo a não acreditar nesses guiões de amor, mas hoje, sim acredito no amor, porque seria um delito e uma estupidez dizer que não acredito em ti, e posso até dizer hoje, acredito que o meu destino és tu.
Amar-te não é uma opção na minha vida, amar-te não é uma coisa que possa escolher, amar-te converteu-se na minha forma de vida, no meu sentido de viver.


Alma às 08:50
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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

O ponto de vista

É muito comum encontrarmo-nos perante situações nas quais nos custa tomar certas decisões, e é igualmente habitual que na hora de perceber a realidade nos seja muito mais difícil ver a nossa que a dos outros. Isso sucede porque estamos condicionados pelos nossos medos e é bem mais fácil ver os erros alheios que os nossos.
Quantas vezes desesperamos ao pensar que ninguém nos entende? Não poderá estar o problema em nós próprios? Na nossa percepção, em que talvez nem sempre saibamos expressar o que queremos.
Porque se separam os casais? Porque discutem os filhos com os pais?
Porque nos sentimos atraiçoados por alguém?
Muitas vezes é por falta de comunicação, por pretendermos que os outros vejam o nosso ponto de vista sem pararmos para pensar que o dos outros pode ser diferente mas igualmente válido.
Quantas vezes pedimos um conselho a um amigo, e nos abriu as portas que com tanto esforço não pudemos transpor sozinhos? Como consegue ver e nós não? Porque vê de fora com a objectividade de quem não tem dúvida porque não lhe diz directamente respeito e é capaz de o transmitir através de como nos vemos pelos seus olhos.
A resposta encontra-se sempre em nós, mas para alcançá-la só podemos encará-la com objectividade e com consciência do que tememos perder ou causar com as nossas escolhas.
A única forma de vermos a realidade é através dos nossos olhos,  mas para o chegar a ver claramente, temos de nos livrar de tudo o que possa influenciar o nosso ponto de vista.
Todos temos a capacidade de ver, o que condiciona o que vemos é o ponto de vista de onde olhamos.

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Alma às 23:56
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

A inveja

A inveja é o pior, mais tormentoso e vergonhoso dos sentimentos que podem contaminar o coração humano. O invejoso, sentindo-se mesquinho face aos outros e ao mesmo tempo inepto para se livrar da mesquinhez, vive em guerra e contínua angustia consigo próprio e com os outros.

A felicidade não depende do que nos falta, mas sim do esmerado cultivo e admiração pelo que temos. A felicidade faz-se, não se encontra, brota do interior, não vem de fora.


Alma às 08:52
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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

O rumo da vida

É curioso como em apenas um segundo podemos mudar o rumo da nossa vida. A vida segue um determinado caminho, e de repente tomamos uma decisão que, mesmo sem darmos conta, muda de sentido para um caminho distinto.

Que teria acontecido se nessa noite não tivesse saído?
Que teria acontecido se nessa noite não te tivesse acompanhado a casa?
Que teria acontecido se não tivesse ficado até ao fim da noite?
Que teria acontecido se não te tivesse olhando fixamente nos olhos?

Tudo seria diferente, e não quero saber como seria, porque é graças a essas pequenas decisões, somadas às que tu tomaste, que hoje sou feliz.
Todos os dias tomamos centenas de decisões que, sem nos apercebermos, nos mudam a vida. Qualquer pequena alteração, ou ausência da mesma, modifica todo o nosso futuro.

"O bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo." (teoria do caos)

Hoje estou contente com todos os erros que cometi, com todas as decisões que tomei ao longo da minha vida, as boas e as más, porque se tivesse trocado apenas uma eu não estaria aqui, e é aqui onde eu quero estar.

Agradeço a mim mesmo por todos os erros do meu passado.


Alma às 21:21
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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Voltei

Como já devem ter reparado no post anterior, aconteceu uma mudança significativa na minha vida. Este verão conheci uma Princesa, e a partir desse momento tudo mudou... Esta Princesa é a pessoa mais interessante e especial que pude conhecer, é uma Princesa que contagia a sua alegria, a sua vontade de saber mais e mais, a sua vontade de lutar pelo que quer... Apaixonei-me por ela... Sim, para os mais cépticos e para mim próprio é verdade. Tentei resistir, tentei esquece-la, mas foi impossível. Face a essa impossibilidade, só descansei quando consegui conquistar o seu Reino. Nunca tinha sentido tanta vontade de conquistar alguém, aliás, estive quase sempre no papel de conquistado. Agora posso dizer que sou uma pessoa muito feliz. Só ainda não percebi o que pretende a vida ao dar de bandeja ao Ogre uma Princesa com as suas qualidades, a sua beleza, as suas virtudes... enfim, a Princesa cobiçada por muitos Principes. Espero para ver...


Alma às 00:32
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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Tu

Estava a pensar num tema para o post... para quê se apenas penso em ti...? Eu que estava todo orgulhoso da minha independência, da minha liberdade... Eu que há algum tempo dizia e gritava que não necessitava de ninguém... Agora cada dia necessito mais de ti... Odeio esta sensação, mas não consigo não me deixar levar. Porque quando penso em mim penso em ti... Vejo-me quando te vejo... E é difícil ao ver-me não pensar em ti... Como ao ver-te não pensar em mim, o que me leva a concluir que, sendo egoísta como sou, e se tu és eu, nada pode correr mal. Mas claro, tu és muito mais. Alguém com quem posso aprender, alguém a quem posso ensinar, alguém que me amará quando eu não o fizer, alguém a quem amar e sentir satisfação. Alguém que me dará forças quando necessitar e alguém que me fará sentir forte quando tu precisares. Quero fugir disto... eu não, não, não... não o quero fazer. Talvez se me rir, admitindo que tu és eu... voltarei a ver o resto das coisas. Voltarei a ser eu. Creio que é nisso que consiste este post.


Alma às 16:35
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Sábado, 26 de Setembro de 2009

A flor não nasce bonita

"A flor não nasce bonita... Nasce para ser uma flor.
A sua beleza requer que quem olhe para ela tenha capacidade para a descobrir.
Podem passar a seu lado centenas ou milhares de pessoas, mas alguns nem sequer se apercebem da sua existência.
Outros não encontrarão nela nada singular que a destaque da paisagem envolvente.
Haverá também aqueles que pensarão que apenas é mais uma flor.
Talvez apareça quem lhe dedique alguma atenção atraídos pelas suas cores e seguirá o seu caminho...
Mas em algum momento aparecerá quem não a considere apenas mais uma flor, e tenha todo o tempo necessário para se deleitar a observa-la em cada milímetro, descubra novas sensações ao acariciar suavemente as suas pétalas, e não passe ao largo, mas decida que é uma flor demasiado bonita para não a conservar...
Assim, com profundo cuidado e amor, cavará em torno da sua raiz e com todo o seu carinho e atenção a levará para o seu jardim onde a cada momento possa tê-la por perto para a cuidar, apreciar, deixar-se cultivar por ela... para a amar.
E não lhe vai pedir para mudar a sua cor, a sua forma, o seu perfume...
Ela nasceu flor.
Ela nasceu assim.
Também assim a tua vida pode ser como essa flor... talvez passem centenas ou milhares de pessoas ao teu lado sem que se apercebam do teu valor, dos teus sentimentos, da tua própria existência.
Até que alguém com a necessária capacidade interior te descubra no meio do mundo, ponha em ti os seus olhos e faça de ti parte do seu mundo sem que para isso te tenha de modificar ou mostrar numa forma diferente.
Alegra-te de teres nascido como és e aguarda a chegada desse grande dia."

Dedicado à minha Jardineira


Alma às 23:08
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Para sempre... ou não...

Para sempre... Fico a pensar que talvez seja para muito tempo e realmente não é assim. Dizemos que um amor é para sempre, mas ao fim e ao cabo separamo-nos por muito apaixonados que estejamos. O incrível hoje em dia são casamentos que chegam a celebrar 50 ou mais anos juntos e mesmo assim a vida para eles também não seria para sempre. Um filho é para sempre mas abandona o lar à primeira oportunidade para iniciar a sua própria vida... essa é a lei da vida. Afinal o que é para sempre??? ou de quanto tempo se trata quando o dizemos?? Acho que deveríamos saber em que consiste esse tempo e o que se pode fazer com ele. Visto os tempos que correm talvez fosse melhor eliminar essa frase porque parece-me que para sempre não há nada, muito menos o amor, ou mesmo a vida. Para sempre... é melhor não o prometer nem jurar porque depois temos de o cumprir e isso já é outra cantiga...


Alma às 16:53
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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Novamente jovem

Há já umas semanas que a frase "não me interessa se vou morrer agora mesmo" deixou de fazer sentido. Tenho vontade de viver, de ser feliz, de beijar, de me apaixonar perdidamente, de sair, de respirar... tenho vontade de ser novamente jovem, e não quero saber se o mundo está mal, não quero saber de nada porque já sacrifiquei a minha felicidade por me preocupar com algo que não posso solucionar. Daqui em diante dedicar-me-ei a viver, a não me arrepender de algo que não fiz... de te dizer vem e te dar um beijo mesmo que não sejas a mulher da minha vida, ou talvez sim??? Não vou parar para pensar nisso, simplesmente vou desfrutar-te enquanto puder e quiser... porque mereço ter novamente 18 anos...


Alma às 20:06
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Sábado, 12 de Setembro de 2009

Como se mede a vida

A vida não se mede somando pontos.
A vida não se mede pelo número de amigos que tens, nem pela forma que os outros te aceitam.
Não se mede segundo com quem sais, com quem costumavas sair, nem pelo numero de pessoas com quem saíste, nem por se nunca saíste com ninguém.
Não se mede pelo número de pessoas que beijaste.
Não se mede pela importância da tua família, pelo dinheiro que tens, pela marca de carro que conduzes, nem pelo local onde estudas ou trabalhas.
Não se mede pela tua beleza física, pela marca de roupa que vestes, nem pelos sapatos, nem pelo tipo de musica que gostas.
A vida não é nada disso.
A vida mede-se segundo a quem amas e a quem magoas.
Mede-se segundo a felicidade ou tristeza que proporcionas aos outros.
Mede-se pelos compromissos que cumpres e pelas confianças que atraiçoas.
Mede-se pelo sabor que deixas na boca dos outros com a tua presença e com os teus comentários.
Trata-se da amizade, a qual pode ser usada como algo sagrado ou como uma arma.
Trata-se do que se diz, o que se faz e o que se quer dizer ou fazer, seja maléfico ou benéfico.
Trata-se dos juízos que formulas e a quem ou contra quem os comentas.
Trata-se de a quem ignoras intencionalmente.
Trata-se dos ciúmes, do medo, da ignorância e da vingança.
Trata-se do amor, o respeito e o ódio que tens dentro de ti, de como o cultivas e de como o regas.
Principalmente trata-se de se usas a vida para alimentar o coração de outros.
Tu e só tu escolhes a forma como vais afectar os outros, e essas decisões são do que trata a vida.
A vida será tão justa contigo como é com os outros.
Fazer um amigo é fácil, uma graça.
Ter um amigo é um dom.
Conservar um amigo é uma virtude.
Ser um amigo é uma honra.
Mas a vida fala de ti, por aqueles amigos que fielmente soubeste conservar.
Por aqueles a quem te soubeste entregar sem exigências.
Aqueles que quando não estás choram a tua ausência.


Alma às 08:21
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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Cria o teu próprio mérito

Não dependas nunca da admiração dos outros.
Não tem nenhum valor. O mérito pessoal, não pode proceder de uma fonte externa.
Não o encontrarás em relações pessoais, nem na estima dos outros.
É sabido que as pessoas, incluindo aqueles que gostam de ti, não estão necessariamente de acordo com as tuas ideias, não te compreenderão nem compartilharam o teu entusiasmo. Amadurece! Não interessa o que os outros pensam de ti!
Cria o teu próprio mérito.
O mérito pessoal não pode ser alcançado mediante a relação com pessoas de excelência.
Foi-te encomendada uma tarefa que deves levar a cabo. Põe mãos à obra, faz o melhor que puderes e prescinde de quem te possa estar a controlar.
Leva a cabo um trabalho útil, mantendo-te indiferente à honra e à admiração que o teu esforço possa suscitar nos outros.
O mérito alheio não existe.
Os triunfos e excelências dos outros, a eles pertencem. Assim como podes ser de grandes posses, mas a tua pessoa não adquirirá excelência através delas.
Pensa: O que é realmente teu?
O uso que fazes das ideias, recursos e oportunidades que se te apresentam.
Tens livros? Lê-os. Aprende com eles. Aplica a sua sabedoria.
Tens conhecimentos especializados? Emprega-os a fundo com um bom objectivo.
Tira o maior proveito do que tens, do que é realmente teu.
Podes estar razoavelmente confortável e contente contigo mesmo, se harmonizas os teus actos com a natureza mediante o conhecimento do que é verdadeiramente teu.


Alma às 08:53
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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Paranoia

Quando acordo os meus ossos estalam e provocam uma dor indolor
Espreguiço-me lentamente para não quebrar o inquebrável
É uma esperança desesperante, uma ilusão irrisória.
Uma mente em ebulição que procura a razão do irreal em palavras que não existiram
Ver novamente o dia, a madrugada que pede lugar à noite, abrir os olhos para ver realidades que mais parecem irreais, pensamentos que não deviam sair, enjaular as memórias e não viver as vivências.
A felicidade do infeliz, a procura do impossível, não sentir com os sentidos e deixar de falar, falando com o pensamento sem pensar no que dizemos.
A ilusão do decepcionante e a mentira verdadeira que não deixa de surpreender o que já não surpreende num mar de letras que procuram formar frases com algum raciocínio irracional.
Paranóias de um dia cinzento que se abre fechando-se à mente dos dementes dando lugar a tudo o escrito, apagando-o da memória que queremos esquecer, recordando-o sempre...
Chamem-me louco...


Alma às 11:27
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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Triste sapatinho de cristal...

Triste sapatinho de cristal, caíste por umas enormes escadas, às zero horas em ponto, na escuridão da noite.
Depois de teres dançado horas e horas a noite inteira sem poder descansar...
Construído por uma fada madrinha, feito de cristal...
Encontrou-te um belo príncipe, para apaixonar, desejando que te desse um beijo, para te converter na sua PRINCESA, do seu conto...
Pobre sapatinho de cristal como rainha te levaram, sobre uma colcha vermelha, que era uma almofada.
Tu esperavas ser bem recebida diante do teu príncipe encantador, desejosa de ter o seu amor, mas o único que recebeste foram centenas e centenas de mulheres... dispostas a ser tuas para apaixonar o teu belo príncipe e ser suas esposas,
Muitas empurravam e empurravam ao não entrar no teu interior... tu gritavas NÃO mas ninguém te ouvia,
Outras tantas eram tão pequenas que caías ao chão de tão grande que eras para elas, para não mencionar o odor de algumas que te deixava sem respiração... E tu destroçada de dor... que únicamente querias ser a PRINCESA do teu amado príncipe, aquele que te resgatou na noite, depois de sofrer e sofrer...
No final chegou uma bela jovem, entrou no teu interior sem te magoar... e o teu príncipe caiu rendido a teus pés... e apaixonou-se não de uma jovem mas sim de uma mulher com um sapatinho de cristal...
Ele casou-se com ela e foram felizes comendo perdizes, entretanto, tu triste sapatinho de cristal, que apenas querias o seu amor...
Diz-me, que é feito de ti?


Alma às 00:17
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Acabar com a agonia

É o fim, o final de tudo, acabar com esta agonia que afoga dia-a-dia. Um passo difícil de tomar, mas decisivo, sem retorno, irreversível. Sem mais atalhos, sem caminhos enganados, agora tudo é claro, começa a minha escuridão. O final de tudo, de alegrias e medos de choros, da dor que tem sangrando as minhas veias, arrancando a minha pele aos pedaços sem piedade. Agora, finalmente sinto que tudo passou, que me devo deixar levar, abandonar esta sensação, deixar fluir a minha vida. Fechar os olhos, sem pensar, sem sentir, sem chorar, sem gritar, não sofrer tantos anos que perdi a razão. É o fim... o meu fim...


Alma às 15:57
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Domingo, 30 de Agosto de 2009

Quero ser normal

Não há nada que eu mais queira neste mundo que ser normal...
Normal e não ter de discutir com ninguém porque estamos sempre de acordo...
Normal e não ter de pensar se realmente estou a fazer as coisas bem...
Normal e sair aos fins-de-semana e divertir-me...
Normal e ter amigos com quem falar...
Como gostaria de pensar o que todos pensam, não ter de argumentar tudo o que digo, ser normal e não pensar tanto, de não me sentir só estando rodeado de muita gente... essa normalidade com a qual não concordo.


Alma às 22:55
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A solidão

A solidão absoluta não é a total ausência de gente à nossa volta, ficando sempre a esperança que algum dia a haja. A solidão absoluta é a provocada pela incompreensão, aquela que estando rodeado de gente vemos que ninguém, absolutamente ninguém nos percebe. É o vazio, o maior deserto do mundo, o quarto fica imensamente grande e sentimos o coração esmagado e pensamos: Será que alguém me vê? Haverá alguém que tenha reparado que tenho razão? Tem algum sentido o que digo? Alguém se terá posto a pensar se, realmente, vale a pena ouvir-me?


Alma às 00:03
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Sábado, 29 de Agosto de 2009

Porquê voar?

Porque de cima tudo é muito mais claro, voa, fecha os olhos e simplesmente pensa que és um desconhecido e o problema não é teu, depois volta a pensar o que farias, e terás a solução. Voa.

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Alma às 23:52
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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Parabéns

"Existe somente uma idade para sermos felizes,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia suficiente para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para nos encantarmos com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda a intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que podemos criar
e recriar a vida, 
à nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que enfrentamos com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na nossa vida
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa."
 
Feliz aniversário Princesa


Alma às 23:02
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Sábado, 22 de Agosto de 2009

O rumor

Numa pequena aldeia morava uma velha com dois netos, um de 17 e a neta de 14 anos de idade. Certo dia, enquanto lhes servia o pequeno-almoço tinha uma expressão de preocupação.
Os netos perguntaram-lhe qual a razão de tal preocupação, ao que ela responde "Não sei, mas acordei com o pressentimento de que algo de muito grave vai acontecer a esta aldeia".
O neto vai ao salão de jogos para mais uma partida de bilhar com os amigos, e no momento em que ia fazer uma jogada muito fácil, o adversário disse-lhe: "Aposto cinco euros em como não a fazes".
Todos se riem. Ele ri-se. Dá a tacada e não consegue marcar a bola. Paga os cinco euros e todos lhe perguntam o que se passou, sendo uma jogada tão fácil e ele respondeu: "É verdade, mas estou preocupado com uma coisa que me disse a minha avó esta manhã sobre algo muito grave que vai acontecer a esta aldeia.
Todos se riram dele, e aquele que ganhou os cinco euros regressa a casa, e diz com ar tanto feliz como de troça à mãe: "Ganhei este dinheiro ao Zeca de uma forma muito simples porque ele é um tótó. Ao fazer uma jogada muito simples ficou perturbado com a ideia de que a sua avó hoje acordou com a ideia de que algo muito grave vai acontecer a esta aldeia"
A mãe responde com ar de reprovação: "Não troces dos pressentimentos dos velhos porque às vezes acontecem".
A sua tia ouve a conversa e de seguida vai ao talho. Chegada ao talho diz ao empregado: "Dê-me um quilo de carne", e no momento em que ele cortava, ela diz-lhe: "É melhor cortar dois, porque andam a dizer que algo muito grave vai acontecer a esta aldeia, e é melhor estar preparada".
O empregado avia a cliente e quando entra uma senhora para comprar um quilo de carne, diz: "É melhor levar dois porque andam a dizer que algo muito grave vai acontecer a esta aldeia, e que já se estão a preparar comprando coisas".
A senhora responde: "Tenho vários filhos, é melhor levar quatro quilos..." Leva os quatro quilos, e para não alongar muito este conto, direi que o talho esgotou a carne em meia hora, matam outra vaca, vende-a toda e vai-se espalhando o rumor.
Chega o ponto em que todos os habitantes da aldeia, estão à espera que aconteça algo.
Todos param de trabalhar ao meio-dia e alguém disse: "Já repararam no calor que está?" Responde-lhe um: "Mas nesta aldeia está sempre calor!" Diz um terceiro: "No entanto, a esta hora nunca esteve tanto calor."
Na aldeia deserta, na praça deserta, pousa um pequeno passarinho e corre a notícia: "Está um passarinho na praça".
Toda a gente vem à praça admirar o passarinho, e diz um: "Sempre pousaram passarinhos na praça" Responde outro: "Sim, mas nunca a esta hora".
Chegam a um estado de tensão tal, que todos querem ir embora mas não têm coragem para o fazer.
-Eu sou muito homem - grita um-. Vou embora.
Pega nos seus móveis, nos seus filhos, nos seus animais, mete-os na carroça e atravessa a praça central onde todos o vêm. Até que todos dizem: "Se este se atreve, então nós também vamos".
E começam literalmente a desmantelar a aldeia. Levam tudo.
Um dos últimos a abandonar a aldeia, diz: "Que não venha a desgraça cair sobre o que resta da nossa casa", e incendeia-a seguido de todos os outros.
Fogem num verdadeiro e tremendo pânico, como um êxodo de guerra, e no meio deles vai a velha que teve o pressentimento, e diz ao neto que está a seu lado: "Viste meu neto, como algo muito grave ia acontecer a esta aldeia?"
A isto chama-se a profecia auto-cumprida. Não dês ouvidos aos rumores. Não sejas tu um instrumento para criar o caos. Vamos construir, não destruir!


Alma às 15:30
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Sábado, 15 de Agosto de 2009

Riqueza ou fortuna

Há muito muito tempo... quando tinha 17 anos fui estudar para a cidade. Conheci uma colega de escola, que passava despercebida não fosse a magia que transmitia só ao passar ao lado. Não sei se eram os seus olhos verdes ou aquele sorriso sincero que não hesitava em brilhar. Não foi a sua amizade que me marcou, ou a paixoneta que tivemos ou até o sorriso que me ficou de recordação da sua passagem pela minha vida. Ela ensinou-me a diferença entre fortuna e riqueza.

Por se tratar de uma história verídica, vamos dar-lhe um nome para a distinguir, vamos chama-la de Laura.

Laura era uma rapariga alegre, risonha mas notava-se uma certa distracção como que encandeada por algum pensamento. Era membro de uma família importante economicamente apesar de não se notar na sua forma de ser e de vestir. Fiquei surpreso quando aquela rapariga simples me convidou para ir a sua casa ;) e me vi diante das portas daquele casarão. Mas notei que os seus olhos perdiam brilho ao entrar naquela casa.

Era outra Laura, inquieta, triste, atormentada. Disse-me para irmos rapidamente para o seu quarto e descobri o porquê da sua reacção. A sua mãe.

A mãe da Laura era uma senhora ricaça que nunca teve de trabalhar, pois tudo provinha da herança e, abituada aos caprichos da boa vida tinha-se convencido que era intocavel e por isso, pensava que tinha o direito de controlar toda a gente como lhe apetecesse. "Assaltou-me" na primeira sala fazendo um sem fim de perguntas pessoais e olhando de nariz empinado com ar depreciativo. Mas notei algo errado, nunca tinha estado antes numa situação idêntica e naquele momento a minha capacidade de reacção era equitativa à minha tenrra idade.

Transposta a barreira matriarcal, fomos para o quarto "estudar". Era uma pequena divisão, muito simples comparativamente com o resto da casa. Laura dirigiu-se à casa de banho para poder trocar de roupa e vestir algo mais comodo visto não poder sair mais de casa. Essa expressão "não poder sair mais de casa" marelou-me os ouvidos. Que se passa nesta casa? perguntei inquieto, intrigado e com desejos de saber a verdade. Laura despiu-se e trocou de roupa. Num descuido ;) dela pude reparar numa enorme mancha no seu braço, era uma ferida profunda que depressa se tapou com a nova camisola (na semana passada vi que ainda tem a cicatriz). Ao por a roupa num cesto caiulhe um par de calças, o qual recolhi e ao fazê-lo, piquei-me. Espreitei e vi algo horrivel. As calças estavam remendadas por dentro com uma especie de gesso e cola. Por fora parecia apenas roto mas por dentro deixava marcas nas pernas de Laura.

-Laura, o que é isto?

-Não te preocupes G.

-Como posso não me preocupar? Estás toda ferida. Tens uma ferida no braço e estas calças magoam-te nas pernas. Como remendaste as calças assim? Compra outras.

-Não fui eu que as remendei... e quem me dera poder comprar outras. -disse olhando tristemente o infinito. -Inclusivamente terei de abandonar os estudos...

E assim começou a contar-me a sua vida. Laura era adoptada. Pela idade, os seus pais poderiam ser seua avós, mas naqueles anos 80, em que o dinheiro e as influências dos ricaços pagavam tudo, isso não era problema. A sua mãe, uma mulher dominante e manipuladora, humilhava-a constantemente dizendo coisas como "és de uma raça inferior à minha...", "recolhi-te do lixo e deverias estar agradecida...", e outros insultos piores. Até com os ciumes que tinha da relação dela com o pai, que era o unico que a ouvia, proibia-a de estar só com ele dizendo que era um homem e ela uma mulher... isso a uma criança de 8 anos, idade que Laura recorda ter sido o inapropriado episódio.

Não podia comprar roupa nem nada, apenas recebia uma ridicula mesada de 3 contos, que para aqueles que não se recordam do escudo, seria mais ou menos 15 euros. Laura, relatou-me os seus maus tratos fisicos e psicologicos, os ciumes de sua mãe porque ela sempre quiz ser bonita e nunca o foi... ao contrário Laura sempre foi um anjo. Mesmo vivendo num inferno era um belo anjo...

-G, vou ter de abandonar os estudos porque apenas me pagam a matricula e não posso viver com 3 contos por mês, fotocópias, livros, etc. Vou embora, já sou maior e ofereceram-me trabalho na discoteca com o qual espero poder poupar e aí sim, continuar os estudos...- fez uma pausa e abraçou-me banhada em lágrimas. - agora quando fores embora, não voltarás a esta casa porque ela escolhe com quem posso estar ou não e apenas gosta de pessoas como ela... e nem tu nem eu somos como ela. Somos muito mais ricos, temos a verdadeira riqueza.
Parecia impossível a força que emanava dela. Certo é que a proibiram de falar comigo ou ver-me, mas cedo se livrou desse dominio e partiu. Fez uma mala, deixou as chaves de casa na mesa e saiu daquela ilha num Sábado de tarde de um mês de Abril.
Não pôde terminar os estudos porque tinha de sobreviver, mas não vive mal e concluiu com esforço um curso de formação profissional, financiado pelo seu esforço e determinação. A tão falada crise também a afecta, mais que a qualquer um, mas estará sempre agradecida por ter escapado daquele inferno e sobreviver às portas do céu. Não conheço ninguém que seja tão rica com tão pouco.
Quero fazer aqui uma homenagem a todas as crianças que nesses tempos foram maltratadas e não tinham atenção. Essas crianças que a assistência social não os protegia porque eram bens, como podia ser o carro ou o cão. A todas essas crianças que hoje são homens e mulheres, quero pedir perdão por uma sociedade que tardou a evoluir (?), que não os soube ouvir e que lhes roubou a infancia merecida.
Parabéns Laura, conseguiste. Tenho pena de outros que não tiveram a tua coragem.


Alma às 09:11
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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

Sem vontade de viver

A minha vontade de viver e fazer coisas diminui a cada dia. Cada dia que passa desejo ainda mais sair desta situação. São momentos em que o túnel está escuro e não se vê a luz. São dias em que não me apetece fazer nada, não me apetece rir, não me apetece falar, não me apetece comer ou beber. Por vezes nem me apetece apetecer. Custa-me escrever. Tenho a mente colapsada de palavras que feriram o meu coração, a minha Alma, a minha pessoa em si. Fico aqui quietinho à espera que a onda passe... e o mar acalme.

 


Alma às 08:59
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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Alguém me entende?

Vi esta noite que a tua luz já não brilha, que o teu coração já não é o que era. Ouvi-te chorar e não gosto nada. Deixa de pensar constantemente em todo o mal que te fez, deixa de pensar nas coisas que já não têm solução, deixa que o tempo apague tudo aquilo que não serve para a tua cabeça, deixa que o tempo vá pelo seu caminho e escolha o melhor. Se isto está a acontecer é porque tem mesmo de acontecer, para despertar o sexto sentido, para saber reagir. Vi como as lágrimas percorriam a tua face e até pude sentir o que ninguém pode ver, senti como sofrias em silencio e como já vias que tudo está perdido. Deixa-te levar pelas tuas emoções e deixa que nós tomemos o controlo, fala-te a tua mente e o teu coração.


Alma às 23:39
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De coração partido

Sei que não é o melhor momento, que agora vês tudo negro, mas aconteceu, tentaste prolonga-lo mas acabou!
Tens de ser forte, lutar por aqueles que ainda gostam de ti, pelos que te apoiam, por ti!
Mesmo sabendo que é difícil, mesmo que já não tenhas vontade de seguir!
A tua cabeça não responde e os reflexos ficaram para trás, mas sei que és forte e isso fará com que saias desta situação!
Não temas e não deixes que o medo se apodere de ti, o pior já passou, agora é lutar por um futuro melhor!


Alma às 15:10
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Junto ao mar

Só o mar saberá que tu me ensinaste ali a beijar Junto ao mar tu nunca foste sincera Junto ao mar conseguiste-me enganar... Depois de ti perguntei às estrelas Quantas vezes mais a minha ingenuidade me fará chorar... Sem o teu amor a minha vida será Como uma casa sem habitar Sem o teu amor a minha vida vai-se e sem ti não sou nada.


Alma às 01:13
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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

Quando é a vida de outro...

Hoje apareceu-me cá em casa uma amiga. Está a passar por um momento difícil e disse que não pode falar com mais ninguém como o faz comigo, que a entendo sem censuras e que o que lhe digo faz com que veja as coisas de outro ponto de vista. Há algum tempo era ela que me ouvia por um assunto idêntico...

Enquanto lhe falava ouvi-me a mim mesmo...
É tão fácil ouvir outra pessoa, entender o seu problema e aconselhar ou fazer ver as coisas de outra forma. É tão fácil como ver um filme e prever o final. Tudo é claro diante dos meus olhos. Então porque é tão complicado quando se trata da nossa vida?

Enquanto falava recordava que há bem pouco tempo ela dizia-me o mesmo e era ela que via tudo tão claro, e eu era um mar de dúvidas...

 


Alma às 08:50
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Domingo, 9 de Agosto de 2009

Ódio vs Indiferença

Às vezes pergunto-me o que será pior, o ódio ou a indiferença? E chego a uma conclusão que é pior a indiferença que o ódio...
Com o ódio podemos chegar a um acordo, a um pacto, a uma solução... até podemos chegar ao amor.
No entanto, a indiferença é o pior de todos os estados de consciência. Não existes, não és, não interessas. Ninguém pode receber pior castigo...
Qual foi o meu pecado, a minha traição, para nem merecer uma triste explicação.
Não acredito no inferno, mas se ele existisse, era lá que eu estava.

Fala, diz, desabafa comigo. Bate-me se achas que mereço, mas não me deixes neste tormento.

 


Alma às 22:19
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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

O bode expiatório

Era uma vez um monge que vivia perto de uma aldeia. Um dia vieram os homens da aldeia para o linchar porque tinha engravidado a filha do governador. O monge sorriu e não disse uma palavra.

Bateram-lhe até desmaiar e deixaram-no na margem do rio.

O monge sobreviveu e curou as suas feridas. Poucos meses depois bateram à sua porta e deixaram-lhe o bebé da filha do governador. O monge sorriu e sem dizer uma palavra pegou no menino, tratou dele, cuidou-o, alimentou-o, ensinou-o e viu-o crescer forte e saudável.

Passados muitos anos, a filha do governador que já era mais mulher que filha, assim como o seu pai já não era governador, foi bater à porta do monge.

Disse-lhe que vinha buscar duas coisas: primeiro o seu perdão, porque ela acusou-o sabendo que era o único ser humano da aldeia capaz de tratar do bebé… e em segundo vinha buscar o seu filho, pois já era maior de idade e podia lidar com a ira do seu pai e tratar do menino.

O monge sorriu e sem dizer uma palavra, entregou-lhe o menino.

 

Por vezes, o “menino” que temos de cuidar é uma mentira necessária para que outra pessoa sobreviva na sua própria história pessoal.

 


Alma às 08:50
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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Ego. Eu, eu e o mundo.

Há algum tempo comecei a busca de mim mesmo, porque não sabia quem era. Isso frustrava-me e impedia que me pudesse amar. Como podes gostar de ti se não sabes quem e como és? Tudo estava ali, era fácil ver como era, pelo menos para mim deveria ser. Mas não queria aceitar muitos dos meus defeitos e fraquezas, de uma forma hipócrita dizia que sim, mas na realidade odiava ver esses aspectos de mim mesmo, e isso fazia-me afundar e afundar, na minha censura, na minha penitencia e na fuga de mim mesmo.
Acho que finalmente estou a aceitar-me como sou, é certo que não sou sempre a mesma pessoa em circunstancias diferentes, o que me anima, porque há momentos em que me comporto como a pessoa que gostava de ser, e tenho como firme propósito potenciar e alimentar esses momentos.
É igualmente certo que me odeio em certos momentos e é difícil gostarmos de nós quando os recordamos, e são estes os que mais frequentemente me vêm à cabeça, mas tento olhar de fora com um sorriso paternal, e não os desculpar tanto como tentando ser compreensivo. Sou fraco muitas vezes, mesmo que isso não tenha sido sempre mau, fez-me viver coisas "proibidas" das quais retirei mais um ensinamento, e experiencia vital da qual afinal de contas estou orgulhoso, já que pouca gente tem a minha perspectiva.
A tarefa encomendada já está mais ou menos concluída, já me conheço... um pouco melhor. Todos os dias aprendo coisas novas de mim, também é certo, mas aceitei o básico.
Agora resta-me gostar de mim, e creio que vai ser uma tarefa diária, como é gostar de outra pessoa com os seus defeitos e fraquezas, com quem por vezes temos de ser compreensivos e tolerantes, e outras permitir-nos sentir orgulho e amor.


Alma às 08:50
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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

Sem respostas

Na tentativa de levar uma vida mais feliz, pergunto-me se devo ouvir o coração ou a razão.

Como pode ser que as duas partes de um todo sejam tão diferentes?

Com a razão posso reflectir sobre o que é bom ou mau na minha vida, tentar solucionar os problemas do dia-a-dia, ver os caminhos que encontro na minha frente e escolher aquele que melhor se adapta às minhas necessidades.

Com o coração não vejo os caminhos mas sinto a sua existência.

Que fazer quando a cabeça e o coração nos mandam por caminhos opostos?

No fundo a felicidade está nas pequenas coisas que podemos sentir na pele... ou não...

Certo é que tanto a razão como o coração se podem enganar, e enganam.

Deveria então procurar um caminho intermédio?

Nesse caso, não ouvindo nenhuma das duas partes, não estarei a dar o passo mais errado de sempre?

Procuro na experiencia dos outros e também não vejo a luz.

Se calhar esqueci-me de pagar a factura da EDP e cortaram-me o fornecimento... devo acender já as velas?

Olho para dentro de mim e não encontro respostas, só mais e mais perguntas às quais não sei responder.


Alma às 23:40
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Domingo, 2 de Agosto de 2009

Botão ON/OFF

Gostava de ter um botão onde me pudesse desligar por algum tempo.

Primeiro desligo o botão e por instantes a energia não se transmite no meu corpo, assim como os pensamentos.
Aceito a vida como ma ditam, não questiono as verdades nem as mentiras.
Agora é tudo como me dizem, aceito e contento-me com as respostas que me dão, por pouco sentido que tenham.
Posso acreditar que o mundo é um sitio belo, que os humanos temos um coração grande, que não existe dôr.
Posso acreditar que o sol gira à minha volta quando tenho frio e que a lua me abraça cada noite quando tenho medo da escuridão.

Depois alguém liga o botão.
Volto a poder pensar, questiono o que vejo e oiço, volto a duvidar de tudo e todos, volto a sentir frio e medo... mas também volto a sentir o amor, a amizade, a alegria de viver...(?)...

Agora controlo a minha vida!
Já não sou uma marioneta. Pelo menos, até me desligar novamente.


Alma às 23:23
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Tributo à minha vida

Desde que nasci até hoje, muitas pessoas passaram pela minha vida.
Algumas vieram para ficar (poucas), outras estiveram mais ou menos tempo, mas todas foram, à sua maneira, importantes.
Houve momentos em que desejei não ter conhecido algumas, momentos em que desejei tê-las conhecido antes, momentos em que tinha desejado conhecer melhor...
Hoje quero agradecer a todos aqueles que fizeram parte da minha vida porque me ajudaram a ser quem sou.
Àqueles que sempre estiveram ao meu lado, quando tentava afasta-los com palavras frias, que me ensinaram o verdadeiro valor da amizade.
Àqueles que, querendo ou não, me fizeram mal, que me fizeram acreditar em monstros e fantasmas, porque foram estes que me abriram os olhos para a vida (mesmo que em algumas situações me tenham tirado o meu lado menos bom).
Àqueles que puderam ver quem realmente sou e não fugiram... destes não há muitos na minha vida mas merecem um lugar previlegiado no meu coração!
Obrigado a todos estes caminhos que em algum momento se cruzaram com o meu, sou hoje o que sou.
Não podia deixar de agradecer a todos os que fizeram parte desta vida que é a minha...
Obrigado!!!


Alma às 12:05
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Sábado, 1 de Agosto de 2009

Sinceridade

Hoje fui sincero. Primeiro fui sincero comigo mesmo. À algum tempo que não me sentava a me ouvir, não queria conhecer as minhas razões, os meus sentimentos, medos e desejos. Depois fui sincero contigo... Não me pudeste ouvir mas falei-te. Tentei dizer-te tudo aquilo que nunca te disse. Contei-te até aquilo que não queria contar. Abri o meu coração para que pudesses ver os meus sentimentos... e senti medo! Não medo de te perder porque sei que não te tenho. É outro tipo de medo. Medo de me perder, de já me ter perdido!


Alma às 23:00
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Perdão

Se pudesse voltar atrás e mudar algumas coisas na minha vida, voltava.
Não mudaria muito, não mudava os grandes erros dos quais retirei valiosos ensinamentos. Ficaria pelas tontices sem significado que não me ensinaram nada e me fizeram perder tudo aquilo que era realmente importante nesse momento.

Mudava os momentos em que magoei. Não para mudar o curso que seguiu a vida depois das minhas acções mas sim para tirar um pouco do sofrimento a um mundo que já tem muito.

Gostava de inventar uma palavra, parecida com perdão, para a oferecer aqueles em que em algum momento pude fazer sofrer com as minhas palavras e acções. Não para que me perdoassem e fazer de conta que não tinha acontecido nada, isso não é o que pretendo, mas que essa palavra apagasse a dôr causada aos outros e que as consequencias dos meus erros afectassem apenas a minha vida.

Procuro o porquê do meu ser e não encontro, não posso culpar ninguém pelo mal que fiz na vida e não encontro explicação para ter dado certos "passos" no caminho errado. Nunca foi a minha intenção.

Apenas peço que a dôr por mim causada a alguém deste mundo se converta num mundo melhor, numa felicidade sincera e que as lágrimas apenas cubram o meu rosto.

sinto-me: arrependido

Alma às 09:00
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009

Encontro inesperado

Não esperava ver-te hoje...
Olhaste-me. O teu olhar era intenso e profundo, capaz de desvendar os meus desejos mais secretos.
Ofereceste-me aquele sorriso que sempre me fez estremecer.
Sem desviar os teus olhos dos meus, sem deixar desaparecer o sorriso, cumprimentaste-me... falaste-me com a tua confiança e doçura típicas, obrigando-me a baixar o olhar para me poder concentrar em coisas tão simples como respirar.
Não posso precisar quanto tempo durou este encontro.
Foi eterno, quando tentava disfarçar parecendo estar bem e não me saiam as palavras, quando os meus olhos fugiam dos teus com medo que descobrisses aquilo que bem sabes.
Foi fugaz, quando penso na nossa conversa e reparo que na minha memória não existem palavras... apenas os teus olhos... apenas o teu sorriso...

Foi tanto... foi tão pouco...


Alma às 08:50
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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Feiticeiros do amor

Quando o amor se converte em possessão, em obsessão, quando deixamos de ter em conta o que sente o outro para nos centrarmos apenas naquilo que queremos, como se alguém nos pertencesse?

Quando ficamos tão cegos que não aceitamos que, como um dia o amor bateu à nossa porta, da mesma forma se alguém não é para nós pode sair pela janela, e só podemos desejar-lhe o melhor, ver o presente e não ficarmos agarrados ao passado.

Quando uma pessoa se esquece que o outro é uma pessoa como nós, que tem o direito a dizer basta quando assim o sentir, que pode dizer necessito ar, quero distância.

Dizer adeus não implica traição, nem feitiçarias que separem as pessoas, o que se prende à força está condenado ao desastre, ao desespero, a um futuro menos bom porque está envolto em egoísmo de um sem perguntar ao outro o que o faz feliz.

Se esse ser que amamos é feliz com outra pessoa, podemos ser tão tolos ao ponto de pensar mais naquilo que queremos, que nos pertence, mas mais que este cúmulo de sentimentos e mais nada, o que interessa é o que fica no nosso coração, e este coração não quer coisas agarradas à força, por feitiços ou bruxedos que só têm as pessoas como um bem mas, suspiro e a minha mente sente-se livre, não sei amar magoando, não concebo estar com alguém que apenas veja defeitos em mim.

É tão bom amar de olhos abertos, perdermo-nos num olhar, partilhar a sensação do primeiro beijo, os primeiros contactos, partilhar caminhadas e começar a se conhecer mutuamente, tantas coisas pequenas que valem muito, não se conseguem com feitiços, porque o que interessa é o que realmente sai do coração, e quando um coração ama com todo o seu potencial com cada batida não há feitiço que valha.


Alma às 09:00
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Deixa-me

Deixa-me amar-te, como a mais ninguém amei,

Deixa-me cuidar-te, como a mais ninguém cuidei,

Deixa-me olhar-te, como a mais ninguém olhei,

Deixa-me seguir-te, como a mais ninguém segui,

Deixa-me beijar-te, com beijos que tenho comigo, que são só teus e nunca te dei,

Deixa-me demonstrar-te como sente este coração, se o sabem cuidar,

Deixa-me observar-te, como a mais ninguém observei,

Deixa-me descobrir-te, como a mais ninguém me atrevi descobrir,

Deixa-me abraçar-te, como a mais ninguém quis abraçar,

Deixa-me pensar-te, como só sabe fazer a minha mente quando tem como único impulso os sentimentos deste coração,

Deixa-me suspirar em silêncio pensando em ti uma vez mais,

Deixa-me encontrar-te em sonhos, olhar-te nos olhos e sentir que estou mais perto do que estou ao acordar,

Deixa-me ouvir-te com voz dormente ao acordar,

Deixa-me enviar os meus anjos velarem os teus sonhos, nas noites em que não puder estar junto a ti,

Deixa-me ser o sol que dá calor quando vais à varanda,

Deixa-me ser a lua que te dá as boas noites por mim, em silêncio entre sussurros para poderes descansar,

Deixa-me amar-te devagar cada dia, para que este amor por ti aprenda a crescer cada vez mais.

Deixa-me dizer AMO-TE, e sentir que é pouco, quando sinto que é correspondido dizê-lo e ouvi-lo com tanta sinceridade,

Deixa-me escrever estas letras do meu coração que aprendeu um dia a falar, e que hoje não teme dizer que te esperava, por fim chegaste, agora permite-me que sejamos dois sem pensar num final,

Deixa-me escrever para ti, só para ti e mais ninguém.

 

Beijinhos sem permissão e em palavras.

 


Alma às 09:00
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Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Se pudesse...

Se me pudesse apaixonar, seria sem dúvida pelas coisas simples, pelos detalhes, pelos olhares, pelas sensações que provocam as palavras ditas do coração, não de um coração qualquer, mas sim de um coração romântico pendurado pelo tempo, de alguém que me roubasse suspiros mostrando interesse e não manipulação, de quem se aproxime de mim pelo que sou como pessoa e não pelas pessoas que posso conhecer, ou vendo como o poderei ajudar.

Se me pudesse apaixonar, fecharia os olhos e aprenderia novamente a confiar, teria de deixar de lado esta sensação defensiva, deixaria de lado este sentimento de fragilidade, para me sentir poderoso, sem duvidar de cada acto.

Se me pudesse apaixonar, seria por quem não se preocupasse com a distância ou com o tempo.

De quem me fizesse esquecer os nãos e me ensinasse a conquistar os sins, de quem apostasse em estar num todo, incluindo-me na sua vida sem duvidar como eu a incluiria a ela.

Se pudesse confiar novamente, poderia arrancar esta sensação de desconfiança, de medo de fracassar novamente, a não me sentir invadido pela vida de outros, a não me perder novamente atrás de alguém.

Se te pudesse chamar, gritando, à procura do teu nome nas nuvens com essa lua que sempre te chama, com essas sensações que teimam em não me abandonar, se te pudesse esquecer, fá-lo-ia, mas este coração não se esquece tão facilmente como eu. Se pudesse, se pudesse sem dúvida te chamaria.


Alma às 15:02
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Domingo, 26 de Julho de 2009

Pior cego é aquele que não quer ver

 

Sempre disse que a ignorância e a superstição são as piores doenças da humanidade. Há um ditado que diz: "A sabedoria é a mistura da inteligência com a bondade, porque a inteligência por si só é diabólica". Se de repente toda a gente ficasse já não digo sábia, mas instruída, a primeira coisa que faziam era dizer aos políticos e dirigentes um redondo "não queremos participar na vossa loucura".

 

Há outro ditado que diz: "O pior cego é aquele que não quer ver" Um dos defeitos que ao longo da vida pude corrigir em mim foi o da crítica fácil. Só quando se alcança uma certa maturidade e sabedoria ao longo da vida aprende a não criticar sem ter a necessária autoridade moral, ética e intelectual. Agora com a minha bagagem de vida, quando vejo que alguém está enganado, tento não o criticar e muito menos dizer-lhe que está louco, delicadamente convido-o a que se informe melhor sobre o tema que está a expor.

Grandes personalidades como Copérnico, ou muitos outros cujas descobertas foram um avanço para a ciência e o desenvolvimento, foram sentenciados e queimados vivos simplesmente porque a ignorância dos seus semelhantes não lhes permitiu ver a verdade, a verdade do que levariam os avanços das suas descobertas. É sempre mais cómodo e fácil situar-se na crítica e na desqualificação sem ter ideia daquilo que se critica ou desqualifica, do que pôr-se a pesquisar e trabalhar para adquirir conhecimentos e ter maior nível de consciência dos assuntos de que se fala.

Porque é que os malvados, aqueles que encontramos ilustrados na nossa história, abusaram sempre dos ignorantes e incultos? Por isso mesmo, pela ignorância. Um ignorante é sempre muito mais perigoso que o seu senhor, o seu chefe ou o seu governante. Se pegarmos num pobre ignorante, lhe dermos um pedaço de pão e circo, e lhe dissermos que a terra é plana e não esférica, e que todos aqueles que digam o contrário são seus inimigos, o que acontece? O ignorante converte-se num radical e um extremista que até dá a sua própria vida em defesa daquilo que o seu chefe egoísta lhe meteu na cabeça quando comia o pedaço de pão.

E foi sempre assim que funcionou a sociedade ao longo da história, e ninguém cometeu mais crimes desde que o homem é homem, que a ignorância e o fanatismo, seja ele científico, político ou religioso, sendo este último o pior de todos. A sociedade é fanática pelos seus lideres políticos e religiosos, o homem renunciou sempre a sua condição de ser humano e renunciou a sua soberania e capacidade de se auto governar, para pô-la nas mãos desses espertos que os enganaram como se faz aos burros, seguindo a cenoura que nunca se irá comer, enquanto fazem o trabalho duro em benefício dos seus donos egoístas.

Com o devido respeito, que isto sirva de clarificação e não de desqualificação ou insulto a alguém. Digo isto com a mais absoluta sinceridade e sem intenção de insultar ninguém, isso que fique bem claro. Mesmo assim, se ferir susceptibilidades, peço desde já as minhas desculpas.


Alma às 09:00
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Sábado, 25 de Julho de 2009

À pessoa mais maravilhosa

 Em tempos, quando ainda nem sonhava com blogs, escrevi este texto para ti. Escrevi-o numa daquelas noites em que aguardava a tua chegada, com queijinhos de Azeitão e vinho maduro aquecido na lareira, lembras-te? Ontem, ao remexer o baú de recordações encontrei-o, e apesar de inoportuno vou arquivá-lo aqui para mais tarde recordar, não vá o papel desaparecer ou arder...
À pessoa mais maravilhosa que conheci:

Queria poder dizer-te tudo apenas com palavras, queria poder expressar-me com total eficiência e exactidão e assim poder explicar-te o que significas para mim. Mas não posso, não é possível. Não existem palavras por belas que sejam capazes de abarcar tanto amor. Queria poder beijar-te enquanto escrevo estas palavras, queria poder ver-te a cada momento, queria poder viver à tua beira, viver cada momento da minha vida sempre contigo.
Agora que semeamos a nossa semente, espero que ela se converta numa árvore bela e forte como o nosso amor.
Sinto-me o homem mais sortudo do mundo por ter como companheira a minha melhor amiga... Nunca me falhaste, nunca chorei a tua ausência porque sempre estiveste a meu lado, nunca te senti longe, nunca me viraste as costas... Obrigado meu amor. Quem te conhece sabe como pode ser fácil apaixonar-se por ti, quem te conhece sabe que tu não és uma pessoa normal, típica, tu és muito mais. És mais do que alguém possa desejar, és mais do que alguém possa merecer. Nunca na minha vida conheci alguém tão forte, viva, maravilhosa, companheira, uma pessoa tão... real e completa. Só te posso dizer obrigado. Obrigado por me deixares compartilhar a vida contigo, obrigado por me teres eleito como companheiro do caminho. Obrigado por teres sempre gostado de mim e por sempre me teres ajudado. Obrigado por seres tu e ajuda-me a não me esquecer quem sou.
Amo-te tanto que deve ser pecado, mas não sei dizê-lo.

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Alma às 21:32
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Sexta-feira, 24 de Julho de 2009

Queria amar-te

Uma vez mais acordei a teu lado... uma vez mais me senti feliz de manhã.
Sabemos que não pode funcionar, sabemos sim, mas adoro estar a teu lado. Adoro beijar-te, acariciar-te, adoro que os nossos corpos nus se entrelacem com a cumplicidade da madrugada...
Mas sinto-me triste por não funcionar. Somos como esses produtos químicos que só fazem uma reacção boa em pequenas quantidades, reacções perigosas, mas que em grandes quantidades explodem.
Gostaria que não fosse assim, gostaria poder dizer-te que isto seria perfeito, sonho com esse momento, mas não poso, é impossível, e ambos sabemos que é tudo o que nos podemos oferecer.
É horrível saber que tens uma pessoa tão especial a teu lado, com quem aproveitas ao máximo cada momento mas é apenas isso que se pode ter, apenas momentos maravilhosos em noites inesquecíveis.


Alma às 11:41
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