Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Paranoia

Quando acordo os meus ossos estalam e provocam uma dor indolor
Espreguiço-me lentamente para não quebrar o inquebrável
É uma esperança desesperante, uma ilusão irrisória.
Uma mente em ebulição que procura a razão do irreal em palavras que não existiram
Ver novamente o dia, a madrugada que pede lugar à noite, abrir os olhos para ver realidades que mais parecem irreais, pensamentos que não deviam sair, enjaular as memórias e não viver as vivências.
A felicidade do infeliz, a procura do impossível, não sentir com os sentidos e deixar de falar, falando com o pensamento sem pensar no que dizemos.
A ilusão do decepcionante e a mentira verdadeira que não deixa de surpreender o que já não surpreende num mar de letras que procuram formar frases com algum raciocínio irracional.
Paranóias de um dia cinzento que se abre fechando-se à mente dos dementes dando lugar a tudo o escrito, apagando-o da memória que queremos esquecer, recordando-o sempre...
Chamem-me louco...


Alma às 11:27
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4 comentários:
De Princesa a 10 de Setembro de 2009 às 15:07
Um louco de olhar meigo que quero muito muito entender...Desculpa lá....


De Alma a 11 de Setembro de 2009 às 04:09
Ok, já são duas, venha o próximo... Desculpa lá...


De Beta R a 11 de Setembro de 2009 às 00:34
Ola
Sinceramente pareces-me tudo menos louco, apenas escreves de uma maneira que só quem está muito atento é que percebe o verdadeiro sentido do texto.
Gosto muito da tua escrita, e da forma leve e simples com que se navega no teu blog. Assim gosto, é rápido e bem estruturado. Um exemplo a seguir.

Não pares de escrever e...
...muitos parabéns.

Beta


De Alma a 11 de Setembro de 2009 às 04:12
Ora muito obrigado por seres a primeira que não me chama louco.

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