Sábado, 26 de Setembro de 2009

A flor não nasce bonita

"A flor não nasce bonita... Nasce para ser uma flor.
A sua beleza requer que quem olhe para ela tenha capacidade para a descobrir.
Podem passar a seu lado centenas ou milhares de pessoas, mas alguns nem sequer se apercebem da sua existência.
Outros não encontrarão nela nada singular que a destaque da paisagem envolvente.
Haverá também aqueles que pensarão que apenas é mais uma flor.
Talvez apareça quem lhe dedique alguma atenção atraídos pelas suas cores e seguirá o seu caminho...
Mas em algum momento aparecerá quem não a considere apenas mais uma flor, e tenha todo o tempo necessário para se deleitar a observa-la em cada milímetro, descubra novas sensações ao acariciar suavemente as suas pétalas, e não passe ao largo, mas decida que é uma flor demasiado bonita para não a conservar...
Assim, com profundo cuidado e amor, cavará em torno da sua raiz e com todo o seu carinho e atenção a levará para o seu jardim onde a cada momento possa tê-la por perto para a cuidar, apreciar, deixar-se cultivar por ela... para a amar.
E não lhe vai pedir para mudar a sua cor, a sua forma, o seu perfume...
Ela nasceu flor.
Ela nasceu assim.
Também assim a tua vida pode ser como essa flor... talvez passem centenas ou milhares de pessoas ao teu lado sem que se apercebam do teu valor, dos teus sentimentos, da tua própria existência.
Até que alguém com a necessária capacidade interior te descubra no meio do mundo, ponha em ti os seus olhos e faça de ti parte do seu mundo sem que para isso te tenha de modificar ou mostrar numa forma diferente.
Alegra-te de teres nascido como és e aguarda a chegada desse grande dia."

Dedicado à minha Jardineira


Alma às 23:08
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Para sempre... ou não...

Para sempre... Fico a pensar que talvez seja para muito tempo e realmente não é assim. Dizemos que um amor é para sempre, mas ao fim e ao cabo separamo-nos por muito apaixonados que estejamos. O incrível hoje em dia são casamentos que chegam a celebrar 50 ou mais anos juntos e mesmo assim a vida para eles também não seria para sempre. Um filho é para sempre mas abandona o lar à primeira oportunidade para iniciar a sua própria vida... essa é a lei da vida. Afinal o que é para sempre??? ou de quanto tempo se trata quando o dizemos?? Acho que deveríamos saber em que consiste esse tempo e o que se pode fazer com ele. Visto os tempos que correm talvez fosse melhor eliminar essa frase porque parece-me que para sempre não há nada, muito menos o amor, ou mesmo a vida. Para sempre... é melhor não o prometer nem jurar porque depois temos de o cumprir e isso já é outra cantiga...


Alma às 16:53
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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Novamente jovem

Há já umas semanas que a frase "não me interessa se vou morrer agora mesmo" deixou de fazer sentido. Tenho vontade de viver, de ser feliz, de beijar, de me apaixonar perdidamente, de sair, de respirar... tenho vontade de ser novamente jovem, e não quero saber se o mundo está mal, não quero saber de nada porque já sacrifiquei a minha felicidade por me preocupar com algo que não posso solucionar. Daqui em diante dedicar-me-ei a viver, a não me arrepender de algo que não fiz... de te dizer vem e te dar um beijo mesmo que não sejas a mulher da minha vida, ou talvez sim??? Não vou parar para pensar nisso, simplesmente vou desfrutar-te enquanto puder e quiser... porque mereço ter novamente 18 anos...


Alma às 20:06
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Sábado, 12 de Setembro de 2009

Como se mede a vida

A vida não se mede somando pontos.
A vida não se mede pelo número de amigos que tens, nem pela forma que os outros te aceitam.
Não se mede segundo com quem sais, com quem costumavas sair, nem pelo numero de pessoas com quem saíste, nem por se nunca saíste com ninguém.
Não se mede pelo número de pessoas que beijaste.
Não se mede pela importância da tua família, pelo dinheiro que tens, pela marca de carro que conduzes, nem pelo local onde estudas ou trabalhas.
Não se mede pela tua beleza física, pela marca de roupa que vestes, nem pelos sapatos, nem pelo tipo de musica que gostas.
A vida não é nada disso.
A vida mede-se segundo a quem amas e a quem magoas.
Mede-se segundo a felicidade ou tristeza que proporcionas aos outros.
Mede-se pelos compromissos que cumpres e pelas confianças que atraiçoas.
Mede-se pelo sabor que deixas na boca dos outros com a tua presença e com os teus comentários.
Trata-se da amizade, a qual pode ser usada como algo sagrado ou como uma arma.
Trata-se do que se diz, o que se faz e o que se quer dizer ou fazer, seja maléfico ou benéfico.
Trata-se dos juízos que formulas e a quem ou contra quem os comentas.
Trata-se de a quem ignoras intencionalmente.
Trata-se dos ciúmes, do medo, da ignorância e da vingança.
Trata-se do amor, o respeito e o ódio que tens dentro de ti, de como o cultivas e de como o regas.
Principalmente trata-se de se usas a vida para alimentar o coração de outros.
Tu e só tu escolhes a forma como vais afectar os outros, e essas decisões são do que trata a vida.
A vida será tão justa contigo como é com os outros.
Fazer um amigo é fácil, uma graça.
Ter um amigo é um dom.
Conservar um amigo é uma virtude.
Ser um amigo é uma honra.
Mas a vida fala de ti, por aqueles amigos que fielmente soubeste conservar.
Por aqueles a quem te soubeste entregar sem exigências.
Aqueles que quando não estás choram a tua ausência.


Alma às 08:21
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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Cria o teu próprio mérito

Não dependas nunca da admiração dos outros.
Não tem nenhum valor. O mérito pessoal, não pode proceder de uma fonte externa.
Não o encontrarás em relações pessoais, nem na estima dos outros.
É sabido que as pessoas, incluindo aqueles que gostam de ti, não estão necessariamente de acordo com as tuas ideias, não te compreenderão nem compartilharam o teu entusiasmo. Amadurece! Não interessa o que os outros pensam de ti!
Cria o teu próprio mérito.
O mérito pessoal não pode ser alcançado mediante a relação com pessoas de excelência.
Foi-te encomendada uma tarefa que deves levar a cabo. Põe mãos à obra, faz o melhor que puderes e prescinde de quem te possa estar a controlar.
Leva a cabo um trabalho útil, mantendo-te indiferente à honra e à admiração que o teu esforço possa suscitar nos outros.
O mérito alheio não existe.
Os triunfos e excelências dos outros, a eles pertencem. Assim como podes ser de grandes posses, mas a tua pessoa não adquirirá excelência através delas.
Pensa: O que é realmente teu?
O uso que fazes das ideias, recursos e oportunidades que se te apresentam.
Tens livros? Lê-os. Aprende com eles. Aplica a sua sabedoria.
Tens conhecimentos especializados? Emprega-os a fundo com um bom objectivo.
Tira o maior proveito do que tens, do que é realmente teu.
Podes estar razoavelmente confortável e contente contigo mesmo, se harmonizas os teus actos com a natureza mediante o conhecimento do que é verdadeiramente teu.


Alma às 08:53
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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Paranoia

Quando acordo os meus ossos estalam e provocam uma dor indolor
Espreguiço-me lentamente para não quebrar o inquebrável
É uma esperança desesperante, uma ilusão irrisória.
Uma mente em ebulição que procura a razão do irreal em palavras que não existiram
Ver novamente o dia, a madrugada que pede lugar à noite, abrir os olhos para ver realidades que mais parecem irreais, pensamentos que não deviam sair, enjaular as memórias e não viver as vivências.
A felicidade do infeliz, a procura do impossível, não sentir com os sentidos e deixar de falar, falando com o pensamento sem pensar no que dizemos.
A ilusão do decepcionante e a mentira verdadeira que não deixa de surpreender o que já não surpreende num mar de letras que procuram formar frases com algum raciocínio irracional.
Paranóias de um dia cinzento que se abre fechando-se à mente dos dementes dando lugar a tudo o escrito, apagando-o da memória que queremos esquecer, recordando-o sempre...
Chamem-me louco...


Alma às 11:27
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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Triste sapatinho de cristal...

Triste sapatinho de cristal, caíste por umas enormes escadas, às zero horas em ponto, na escuridão da noite.
Depois de teres dançado horas e horas a noite inteira sem poder descansar...
Construído por uma fada madrinha, feito de cristal...
Encontrou-te um belo príncipe, para apaixonar, desejando que te desse um beijo, para te converter na sua PRINCESA, do seu conto...
Pobre sapatinho de cristal como rainha te levaram, sobre uma colcha vermelha, que era uma almofada.
Tu esperavas ser bem recebida diante do teu príncipe encantador, desejosa de ter o seu amor, mas o único que recebeste foram centenas e centenas de mulheres... dispostas a ser tuas para apaixonar o teu belo príncipe e ser suas esposas,
Muitas empurravam e empurravam ao não entrar no teu interior... tu gritavas NÃO mas ninguém te ouvia,
Outras tantas eram tão pequenas que caías ao chão de tão grande que eras para elas, para não mencionar o odor de algumas que te deixava sem respiração... E tu destroçada de dor... que únicamente querias ser a PRINCESA do teu amado príncipe, aquele que te resgatou na noite, depois de sofrer e sofrer...
No final chegou uma bela jovem, entrou no teu interior sem te magoar... e o teu príncipe caiu rendido a teus pés... e apaixonou-se não de uma jovem mas sim de uma mulher com um sapatinho de cristal...
Ele casou-se com ela e foram felizes comendo perdizes, entretanto, tu triste sapatinho de cristal, que apenas querias o seu amor...
Diz-me, que é feito de ti?


Alma às 00:17
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Acabar com a agonia

É o fim, o final de tudo, acabar com esta agonia que afoga dia-a-dia. Um passo difícil de tomar, mas decisivo, sem retorno, irreversível. Sem mais atalhos, sem caminhos enganados, agora tudo é claro, começa a minha escuridão. O final de tudo, de alegrias e medos de choros, da dor que tem sangrando as minhas veias, arrancando a minha pele aos pedaços sem piedade. Agora, finalmente sinto que tudo passou, que me devo deixar levar, abandonar esta sensação, deixar fluir a minha vida. Fechar os olhos, sem pensar, sem sentir, sem chorar, sem gritar, não sofrer tantos anos que perdi a razão. É o fim... o meu fim...


Alma às 15:57
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