Sábado, 1 de Maio de 2010

ADEUS

Hoje despeço-me de ti, das tuas recordações que tardavam em desaparecer, do amor que sentia por ti, das lágrimas que a cada noite derramei, da ansiedade que sentia ao pensar em ti, da intranquilidade...
Não me valorizaste, não me respeitaste, usaste-me descaradamente e foste tu quem deitou tudo a perder, mas a minha consciência está tranquila porque apenas te quis fazer feliz, com os meus enganos e erros, mas ninguém é perfeito.

Depois de tudo de mal que passei por ti e no poço sem fundo em que me encontrava, agradeço que tenhas passado pela minha vida, apesar de teres deixado o sabor mais amargo que se possa provar, deixaste-me algum ensinamento, aprendi a valorizar-me, a ver o mundo para além dos teus olhos, a perceber que há um mundo depois de ti.

Acabou! Agora sou a minha lei, a minha palavra, o meu corpo, sou eu. Não preciso de ti para ser feliz, mesmo que jamais te esqueça, não preciso de ti.
Sigo com a minha vida, que agora redescubro, tenho tanto para dar e tanto para receber.

Tenho pena não me despedir de ti convenientemente, olhos nos olhos, mas tu assim quiseste. Havia muitas coisas por dizer, umas boas outras nem por isso.

Espero do fundo do coração que te consigas tratar e que encontres alguém que te faça feliz.

Por ultimo, despeço-me para sempre da pessoa que deixaste caída, da qual apenas restavam pedaços, a que deixou tudo por ti.

ADEUS


Alma às 23:48
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Terça-feira, 27 de Abril de 2010

Sentimento de impotência

Hoje é um daqueles dias em que, se pudesse, renunciaria a capacidade de pensar.
Talvez o problema seja que não penso de uma forma lógica e ordenada, mas também acho que não é possível fazê-lo em determinadas situações.
Nem tudo o que parece é, no entanto, tenho de considerar a possibilidade de o ser, e isso aterroriza-me.
Ainda assim, as soluções que encontro, no meio deste caos mental, não são de todo boas ou adequadas...

Isto já me aconteceu antes. Nesse momento difícil, chocando com a opinião de alguns, deixar o tempo passar. Fico feliz por tê-lo feito pois estavam enganados e uma atitude alarmista não seria boa para ninguém. Agora repete-se... é certo que da primeira vez era falso alarme, o que não significa que desta vez também o seja.
Não sei que pensar, muito menos que fazer!

Escrever ajuda-me a ordenar as ideias e tem um poder tranquilizante sobre mim. Já quase me sinto com forças para enfrentar a situação de uma forma calma.
Nisto, não me posso dar ao luxo de me enganar!

Oxalá, algum dia, possamos viver felizes num mundo sem maldade...


Alma às 20:18
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Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

A tempestade

Depois de navegar em águas enfurecidas pela tempestade, já sem forças mas ainda vivo, chego a um mar tranquilo. Penso que tudo passou mas cedo me apercebo do meu erro.
Durante a tempestade agarrei-me a um barril e, o mais rapidamente possível, tentei retirar a água que entrava por pequenos orifícios. Só queria sair daquele inferno, sem me preocupar com os destroços. Nem sequer pensei em avalia-los de forma racional.
Agora, em águas paradas, quando pensei que poderia descansar e recarregar energias, vejo como me afundo, lentamente, pelos buracos da carcaça.
Sobrevivi à tempestade acreditando que com calma tudo se solucionaria. Agora, exausto, deixo-me ir...


Alma às 23:59
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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Sinto a tua falta

Sinto muito a tua falta!
Talvez não sinta falta de ti mas sim do que me fazias sentir.
Sinto falta dos momentos, da ilusão da espera, dos rituais antes de te ver.
E penso que sinto a tua falta...
Talvez não sinta falta de ti porque poderias ser qualquer uma, e fazer-me sentir o mesmo, a mesma vontade de te ver, de te sentir, de te tocar...
Sinto falta de alguns sonhos que sem ti não existem,
Sinto falta da esperança de um novo dia igual a tantos outros,
Sinto falta das borboletas que voavam nas minhas entranhas.

Sabes?
As borboletas ainda existem mas estão cansadas, já não voam como antigamente, aceitaram a nova condição de borboletas sem asas.
Passam o dia adormecidas e à noite...

Nessas noites em que sinto a tua falta, quando te procuro e não te encontro, quando duvido que tenhas sido tão real, quando realidade e imaginação se unem, quando a minha loucura me domina e te chamo silenciosamente.

Sim, sinto a tua falta!


Alma às 22:38
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Sábado, 17 de Abril de 2010

Um horizonte de possibilidades

Fecho os olhos e estou numa praia deserta.
Sentado na areia, os pés dispostos a sentir as ondas que, mais atrevidas, decidem rebentar perto.
O meu olhar perde-se no horizonte, onde ainda estão abertas todas as possibilidades.
Sinto o vento quente nas costas nuas, sinto como acaricia a minha pele.
Pego um punhado de areia e sinto como se me escapa por entre os dedos.
Por vezes, também permiti que momentos bons da minha vida se escapassem assim, sem fazer nada para alterar o rumo...
Respiro profundamente, tentando absorver todo o ar que me rodeia. Talvez queira respirar também o calor do sol que já toca a água, lá longe, onde apenas chega a minha imaginação.
Aí, o sol vai-se apagando com a água. Também a água ferve e evapora ao tocar o sol.
Vejo como nascem as primeiras estrelas...
Penso que a água ao evaporar levou pequenos pedaços de sol até ao céu e assim nasceram essas pequenas estrelas.
O vento já não é tão quente.
Começo a sentir frio e abraço-me.
Levanto-me, disposto a terminar o dia.
Abro os olhos.
O sol ainda brilha.
Não há estrelas.
Ainda tenho tempo para voltar a fecha-los ou para me fazer ao mundo e ser feliz.
Apenas tenho de encontrar as chaves!


Alma às 22:37
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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

Onde nasce o ódio

O ódio é um sentimento que aniquila, destrói aquilo onde toca e a quem toca. É o desejo de dor alheia.
O ódio, assim como tudo o que é negativo, surge do medo transformado por uma expectativa, um desencontro, por um desejo não realizável pela implicação de uma circunstância ou de uma decisão não partilhada. Surge do choque de ideias inflexíveis ou do encontro com alguém em quem projectamos os nossos medos ou que, de alguma forma, fez florescer os mesmos.
Odiar alguém supõe a intenção da sua dor através da nossa raiva por qualquer que tenha sido a sua actuação no nosso desencontro. Odiá-lo, assim como ama-lo, é decisão nossa (sem necessidade de consenso), logo não se pode atirar à cara de quem se odeia o ódio que se processa, porque o ódio nasce dentro de nós, por isso para apagar o ódio só podemos apagá-lo em nós, entender porque nasceu, em que nos afecta, e qual o vinculo que há entre a causa e o sujeito pelo qual nasceu. Ao observar tudo isto descobriremos que o ódio surge de uma falta de aceitação, seja própria ou alheia, e que por vezes o único que podemos fazer é perdoar e afastar-nos, porque o ódio descontrolado é como o fogo; arrasa tudo... por nada...

Não odeio ninguém


Alma às 23:38
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Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

A tristeza

Inesperadamente, sem nenhum tipo de convite, com a subtileza de uma gota de orvalho penetrando nas entranhas, chegou até mim a tristeza.
Não sei por onde entrou, mas desde logo se fez notar quando se instalou.
Procurou um local quentinho onde nidificar, onde pudesse espantar o frio que traz agarrado.
O meu coração, o eleito para acomodar o seu choro e uma dor perfurante deu-me o alerta de intruso.
Rejeita-la quis com todas as minhas forças, com rizadas gargalhantes, que lhe doem e a fazem esconder até terem passado e então faz uma nova excursão pelo meu ser, como doloroso castigo.
Primeiro visitou o meu estômago e apagou de um sopro a vontade de comer, outro dia as minhas pernas que deixou paralisadas, os meus braços, a minha cabeça e em cada recanto, deixou marcada a sua pegada.
Há já algum tempo que se apoderou de mim, continuando a minha alma a se esconder dela desde o primeiro dia a busca sem descanso. A sua insistência é tenaz e a cada tentativa deixa-me profundamente ferido.
Cada amanhecer é uma luta constante para seguir em frente.
Não lhe digam nada pois encontrei o seu ponto fraco, o lugar onde vive que a mantém dentro de mim.
Se lhe tiro o calorzinho, morrerá sem alcançar o seu objectivo.
O sacrifício que é suposto arrancar o meu coração, vale a pena.


Alma às 23:56
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Sexta-feira, 2 de Abril de 2010

A porta

-Então vemo-nos amanhã?

-Claro que sim, não iria embora sem antes me despedir de ti...

Passaram as horas. Ela olhava para a porta fechada. Pela janela via carros e pessoas em movimento... A porta não se abria!
Cansada de esperar, com os olhos cobertos de tristeza, levantou-se do sofá e abriu a porta.
No chão estava um bilhete:

"Vim despedir-me e encontrei uma porta fechada"


Alma às 20:28
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Para sempre... ou não...

Para sempre... Fico a pensar que talvez seja para muito tempo e realmente não é assim. Dizemos que um amor é para sempre, mas ao fim e ao cabo separamo-nos por muito apaixonados que estejamos. O incrível hoje em dia são casamentos que chegam a celebrar 50 ou mais anos juntos e mesmo assim a vida para eles também não seria para sempre. Um filho é para sempre mas abandona o lar à primeira oportunidade para iniciar a sua própria vida... essa é a lei da vida. Afinal o que é para sempre??? ou de quanto tempo se trata quando o dizemos?? Acho que deveríamos saber em que consiste esse tempo e o que se pode fazer com ele. Visto os tempos que correm talvez fosse melhor eliminar essa frase porque parece-me que para sempre não há nada, muito menos o amor, ou mesmo a vida. Para sempre... é melhor não o prometer nem jurar porque depois temos de o cumprir e isso já é outra cantiga...


Alma às 16:53
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Acabar com a agonia

É o fim, o final de tudo, acabar com esta agonia que afoga dia-a-dia. Um passo difícil de tomar, mas decisivo, sem retorno, irreversível. Sem mais atalhos, sem caminhos enganados, agora tudo é claro, começa a minha escuridão. O final de tudo, de alegrias e medos de choros, da dor que tem sangrando as minhas veias, arrancando a minha pele aos pedaços sem piedade. Agora, finalmente sinto que tudo passou, que me devo deixar levar, abandonar esta sensação, deixar fluir a minha vida. Fechar os olhos, sem pensar, sem sentir, sem chorar, sem gritar, não sofrer tantos anos que perdi a razão. É o fim... o meu fim...


Alma às 15:57
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Sábado, 15 de Agosto de 2009

Riqueza ou fortuna

Há muito muito tempo... quando tinha 17 anos fui estudar para a cidade. Conheci uma colega de escola, que passava despercebida não fosse a magia que transmitia só ao passar ao lado. Não sei se eram os seus olhos verdes ou aquele sorriso sincero que não hesitava em brilhar. Não foi a sua amizade que me marcou, ou a paixoneta que tivemos ou até o sorriso que me ficou de recordação da sua passagem pela minha vida. Ela ensinou-me a diferença entre fortuna e riqueza.

Por se tratar de uma história verídica, vamos dar-lhe um nome para a distinguir, vamos chama-la de Laura.

Laura era uma rapariga alegre, risonha mas notava-se uma certa distracção como que encandeada por algum pensamento. Era membro de uma família importante economicamente apesar de não se notar na sua forma de ser e de vestir. Fiquei surpreso quando aquela rapariga simples me convidou para ir a sua casa ;) e me vi diante das portas daquele casarão. Mas notei que os seus olhos perdiam brilho ao entrar naquela casa.

Era outra Laura, inquieta, triste, atormentada. Disse-me para irmos rapidamente para o seu quarto e descobri o porquê da sua reacção. A sua mãe.

A mãe da Laura era uma senhora ricaça que nunca teve de trabalhar, pois tudo provinha da herança e, abituada aos caprichos da boa vida tinha-se convencido que era intocavel e por isso, pensava que tinha o direito de controlar toda a gente como lhe apetecesse. "Assaltou-me" na primeira sala fazendo um sem fim de perguntas pessoais e olhando de nariz empinado com ar depreciativo. Mas notei algo errado, nunca tinha estado antes numa situação idêntica e naquele momento a minha capacidade de reacção era equitativa à minha tenrra idade.

Transposta a barreira matriarcal, fomos para o quarto "estudar". Era uma pequena divisão, muito simples comparativamente com o resto da casa. Laura dirigiu-se à casa de banho para poder trocar de roupa e vestir algo mais comodo visto não poder sair mais de casa. Essa expressão "não poder sair mais de casa" marelou-me os ouvidos. Que se passa nesta casa? perguntei inquieto, intrigado e com desejos de saber a verdade. Laura despiu-se e trocou de roupa. Num descuido ;) dela pude reparar numa enorme mancha no seu braço, era uma ferida profunda que depressa se tapou com a nova camisola (na semana passada vi que ainda tem a cicatriz). Ao por a roupa num cesto caiulhe um par de calças, o qual recolhi e ao fazê-lo, piquei-me. Espreitei e vi algo horrivel. As calças estavam remendadas por dentro com uma especie de gesso e cola. Por fora parecia apenas roto mas por dentro deixava marcas nas pernas de Laura.

-Laura, o que é isto?

-Não te preocupes G.

-Como posso não me preocupar? Estás toda ferida. Tens uma ferida no braço e estas calças magoam-te nas pernas. Como remendaste as calças assim? Compra outras.

-Não fui eu que as remendei... e quem me dera poder comprar outras. -disse olhando tristemente o infinito. -Inclusivamente terei de abandonar os estudos...

E assim começou a contar-me a sua vida. Laura era adoptada. Pela idade, os seus pais poderiam ser seua avós, mas naqueles anos 80, em que o dinheiro e as influências dos ricaços pagavam tudo, isso não era problema. A sua mãe, uma mulher dominante e manipuladora, humilhava-a constantemente dizendo coisas como "és de uma raça inferior à minha...", "recolhi-te do lixo e deverias estar agradecida...", e outros insultos piores. Até com os ciumes que tinha da relação dela com o pai, que era o unico que a ouvia, proibia-a de estar só com ele dizendo que era um homem e ela uma mulher... isso a uma criança de 8 anos, idade que Laura recorda ter sido o inapropriado episódio.

Não podia comprar roupa nem nada, apenas recebia uma ridicula mesada de 3 contos, que para aqueles que não se recordam do escudo, seria mais ou menos 15 euros. Laura, relatou-me os seus maus tratos fisicos e psicologicos, os ciumes de sua mãe porque ela sempre quiz ser bonita e nunca o foi... ao contrário Laura sempre foi um anjo. Mesmo vivendo num inferno era um belo anjo...

-G, vou ter de abandonar os estudos porque apenas me pagam a matricula e não posso viver com 3 contos por mês, fotocópias, livros, etc. Vou embora, já sou maior e ofereceram-me trabalho na discoteca com o qual espero poder poupar e aí sim, continuar os estudos...- fez uma pausa e abraçou-me banhada em lágrimas. - agora quando fores embora, não voltarás a esta casa porque ela escolhe com quem posso estar ou não e apenas gosta de pessoas como ela... e nem tu nem eu somos como ela. Somos muito mais ricos, temos a verdadeira riqueza.
Parecia impossível a força que emanava dela. Certo é que a proibiram de falar comigo ou ver-me, mas cedo se livrou desse dominio e partiu. Fez uma mala, deixou as chaves de casa na mesa e saiu daquela ilha num Sábado de tarde de um mês de Abril.
Não pôde terminar os estudos porque tinha de sobreviver, mas não vive mal e concluiu com esforço um curso de formação profissional, financiado pelo seu esforço e determinação. A tão falada crise também a afecta, mais que a qualquer um, mas estará sempre agradecida por ter escapado daquele inferno e sobreviver às portas do céu. Não conheço ninguém que seja tão rica com tão pouco.
Quero fazer aqui uma homenagem a todas as crianças que nesses tempos foram maltratadas e não tinham atenção. Essas crianças que a assistência social não os protegia porque eram bens, como podia ser o carro ou o cão. A todas essas crianças que hoje são homens e mulheres, quero pedir perdão por uma sociedade que tardou a evoluir (?), que não os soube ouvir e que lhes roubou a infancia merecida.
Parabéns Laura, conseguiste. Tenho pena de outros que não tiveram a tua coragem.


Alma às 09:11
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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Alguém me entende?

Vi esta noite que a tua luz já não brilha, que o teu coração já não é o que era. Ouvi-te chorar e não gosto nada. Deixa de pensar constantemente em todo o mal que te fez, deixa de pensar nas coisas que já não têm solução, deixa que o tempo apague tudo aquilo que não serve para a tua cabeça, deixa que o tempo vá pelo seu caminho e escolha o melhor. Se isto está a acontecer é porque tem mesmo de acontecer, para despertar o sexto sentido, para saber reagir. Vi como as lágrimas percorriam a tua face e até pude sentir o que ninguém pode ver, senti como sofrias em silencio e como já vias que tudo está perdido. Deixa-te levar pelas tuas emoções e deixa que nós tomemos o controlo, fala-te a tua mente e o teu coração.


Alma às 23:39
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Junto ao mar

Só o mar saberá que tu me ensinaste ali a beijar Junto ao mar tu nunca foste sincera Junto ao mar conseguiste-me enganar... Depois de ti perguntei às estrelas Quantas vezes mais a minha ingenuidade me fará chorar... Sem o teu amor a minha vida será Como uma casa sem habitar Sem o teu amor a minha vida vai-se e sem ti não sou nada.


Alma às 01:13
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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

A História

Por vezes a realidade da vida dá-nos um estalo bem dado na cara. Bate-nos com o seu lado duro com algo que não quisemos ver...

Dói, muito, mais do que pudéssemos imaginar. É tão forte o estalo que ficamos sem saber o que realmente nos aconteceu. No entanto, temos de ir buscar forças onde não as há e devolver o estalo à vida. E como se faz isso? Simplesmente vivendo.

Perder alguém tão especial, alguém de quem gostas muito, alguém com quem tens uma cumplicidade fora do comum, de quem sabes tudo e tudo sabe de ti, é algo que não devia acontecer, mas temos de seguir em frente. Se a pessoa já não está ao meu lado, provavelmente será porque não deveria ser essa a pessoa a lá estar. Ou sim... Se foi embora é porque não era quem devia acompanhar-me no meu caminho... assumo-o.

Muitos estamos assim, todos os dias acontece a milhares de pessoas, e estes milhares de pessoas vemos o mundo cair-nos em cima, e pensamos que não temos valor algum, mas não é assim. Estamos redonda e quadradamente enganados. A vida é algo maravilhoso do qual não devemos desperdiçar um só segundo a lamentar aquilo que não temos. Vamos sim desfrutar daquilo que temos.

Decidi, chorei, e muito, amaldiçoei, mais e mais, mas hoje tenho consciência que bati com o nariz na porta, mas eu não devia mesmo entrar ali, pelo qual seguirei caminhando pelo corredor da vida, aproveitando ao máximo cada momento e desfrutando infinitamente o que me rodeia.

E a ti, protagonista camuflada desta história, sempre gostei muito de ti, como sabes, e sempre gostarei porque estamos estreitamente ligados pelo fruto do nosso amor, e continuarás a ser a melhor pessoa que conheci na vida, e mesmo tendo isto dado merda porque não soubemos lutar, sempre terás "o teu cantinho" no meu coração. Apesar de me chamares de "o empecilho... black shirt" não vou "desinfectar" facilmente porque ainda precisas muito da minha ajuda, como sabes. E eu da tua. Espero que continuemos como sempre fizemos, porque posso ter perdido o teu amor, mas jamais suportaria perder a amizade e cumplicidade cultivada  ao longo de 9 anos.

Sê feliz. Mereces

Eu serei, afinal, também mereço...


Beijinhos.

 

Música:   The Story - Brandi Carlile

 

 

 

música: The Story - Brandi Carlile

Alma às 00:41
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