Sábado, 5 de Junho de 2010

Palavras

Na tentativa de entender o mundo, muitas vezes perco-me em palavras que sei serem ocas, sem sentido, tentando acreditar nelas a qualquer custo, decepcionando-me em seguida quando acontece o inevitável e me apercebo que eram vazias de significado. Afinal, as palavras são palavras, nada mais, e se não forem acompanhadas de actos perdem-se no tempo, perdem a sua força e transformam-se num passado distante e irreal do que uma vez foi um sonho.
Não que sejam sempre falsas, mas sós não têm o poder de perdurar numa vida repleta de mudanças.
Por vezes, são palavras ditas com o intuito de alcançar um objectivo, outras, são palavras em parte sentidas. Meias palavras, meias verdades... e cada qual tem de interpreta-las, fazê-las suas ou deixá-las voar como notas de música ao vento.
Palavras que mudam com cada resposta, cada gesto, cada acção... impossível saber para onde vão, e dificilmente descobrir de onde realmente vêm.
As palavras têm a capacidade de se transformar, podendo adaptar-se ao meio, adoptando a forma dos lábios que lhes dão vida e dos ouvidos que as recebem, são rosas e espinhos...
E neste mundo, muitas vezes, são tudo por serem a forma básica de nos fazermos entender.


Alma às 23:41
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Sábado, 29 de Maio de 2010

Vida

Trabalhas para não pensar
Não te dás ao luxo de pensar para evitar sentir
Descartas sentir para não sofrer
Chegado a este ponto perguntas se ainda respiras
É melhor viver

E assim deixas de pensar
Fantástico


Alma às 18:05
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Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

Escudo de pedra

Dentro de um já velho e quebradiço escudo de pedra, vivia um lindo coração. Certo dia, apareceu não se sabe de onde, um coração moribundo muito ferido e ensanguentado. O já frágil escudo acabou por ceder, partiu-se em mil pedaços caindo ao chão como as folhas no Outono. O coração ferido, ao ver tão útil protecção recolheu-o e forrou-se com os mil pedaços para estancar a sua hemorragia.
Agora, a detentora de tão belo e nobre órgão, pensa mais com o coração que com a razão.
Há momentos para tudo, até para nos deixarmos levar... em busca da felicidade.


Alma às 06:59
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Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

E agora...

Agora é isto que tenho. Começo uma vida nova, nem melhor nem pior, apenas diferente.
O caminho não é fácil, nem agradável,... é um caminho inesperado, fruto das indecisões, dos erros, das mudanças, da resignação... É o meu novo caminho.
Olho para trás e vejo que já nada será como antes. Pergunto-me se é a vida com que sonhei, sei que não, mas olho em frente e digo: Agora, é esta a minha vida!


Alma às 18:59
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Quarta-feira, 5 de Maio de 2010

Desculpa, ainda não sou capaz...

—Dás-me um beijo?
—Não posso, já não tenho mais beijos!
—Como não tens mais beijos?
—A sério, já não tenho mais. Olha para a minha boca. Vês? Está vazia... Não tenho mais beijos para dar, dei-os todos!
—Pois, pois... Queria mesmo um beijo teu! Está bem, talvez tenha mais sorte outro dia...
—Espera, tenho algo neste bolso. Olha! É um beijo. Um beijo enorme! Se esperares um momento, ponho-o na minha boca e poderei dar-to. Agora, rápido, que vem alguém e tira-to!


Alma às 23:38
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Sábado, 1 de Maio de 2010

ADEUS

Hoje despeço-me de ti, das tuas recordações que tardavam em desaparecer, do amor que sentia por ti, das lágrimas que a cada noite derramei, da ansiedade que sentia ao pensar em ti, da intranquilidade...
Não me valorizaste, não me respeitaste, usaste-me descaradamente e foste tu quem deitou tudo a perder, mas a minha consciência está tranquila porque apenas te quis fazer feliz, com os meus enganos e erros, mas ninguém é perfeito.

Depois de tudo de mal que passei por ti e no poço sem fundo em que me encontrava, agradeço que tenhas passado pela minha vida, apesar de teres deixado o sabor mais amargo que se possa provar, deixaste-me algum ensinamento, aprendi a valorizar-me, a ver o mundo para além dos teus olhos, a perceber que há um mundo depois de ti.

Acabou! Agora sou a minha lei, a minha palavra, o meu corpo, sou eu. Não preciso de ti para ser feliz, mesmo que jamais te esqueça, não preciso de ti.
Sigo com a minha vida, que agora redescubro, tenho tanto para dar e tanto para receber.

Tenho pena não me despedir de ti convenientemente, olhos nos olhos, mas tu assim quiseste. Havia muitas coisas por dizer, umas boas outras nem por isso.

Espero do fundo do coração que te consigas tratar e que encontres alguém que te faça feliz.

Por ultimo, despeço-me para sempre da pessoa que deixaste caída, da qual apenas restavam pedaços, a que deixou tudo por ti.

ADEUS


Alma às 23:48
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Terça-feira, 27 de Abril de 2010

Sentimento de impotência

Hoje é um daqueles dias em que, se pudesse, renunciaria a capacidade de pensar.
Talvez o problema seja que não penso de uma forma lógica e ordenada, mas também acho que não é possível fazê-lo em determinadas situações.
Nem tudo o que parece é, no entanto, tenho de considerar a possibilidade de o ser, e isso aterroriza-me.
Ainda assim, as soluções que encontro, no meio deste caos mental, não são de todo boas ou adequadas...

Isto já me aconteceu antes. Nesse momento difícil, chocando com a opinião de alguns, deixar o tempo passar. Fico feliz por tê-lo feito pois estavam enganados e uma atitude alarmista não seria boa para ninguém. Agora repete-se... é certo que da primeira vez era falso alarme, o que não significa que desta vez também o seja.
Não sei que pensar, muito menos que fazer!

Escrever ajuda-me a ordenar as ideias e tem um poder tranquilizante sobre mim. Já quase me sinto com forças para enfrentar a situação de uma forma calma.
Nisto, não me posso dar ao luxo de me enganar!

Oxalá, algum dia, possamos viver felizes num mundo sem maldade...


Alma às 20:18
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Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

A tempestade

Depois de navegar em águas enfurecidas pela tempestade, já sem forças mas ainda vivo, chego a um mar tranquilo. Penso que tudo passou mas cedo me apercebo do meu erro.
Durante a tempestade agarrei-me a um barril e, o mais rapidamente possível, tentei retirar a água que entrava por pequenos orifícios. Só queria sair daquele inferno, sem me preocupar com os destroços. Nem sequer pensei em avalia-los de forma racional.
Agora, em águas paradas, quando pensei que poderia descansar e recarregar energias, vejo como me afundo, lentamente, pelos buracos da carcaça.
Sobrevivi à tempestade acreditando que com calma tudo se solucionaria. Agora, exausto, deixo-me ir...


Alma às 23:59
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Domingo, 25 de Abril de 2010

Tudo muda

Tudo muda com o tempo.
A forma de pensar que tinha há 10 anos não é a mesma com que penso hoje.
Mudam os sentimentos, mudam os gostos, os desejos, os sonhos...
Mudam os amigos, as necessidades, muda a família...
No entanto a mudança que mais influenciou a minha vida, nem sempre a vejo... a minha mudança pessoal, o modo de interacção com o mundo.
Tudo muda com o tempo...
Tudo muda com as nossas mudanças.


Alma às 22:29
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Sábado, 17 de Abril de 2010

Um horizonte de possibilidades

Fecho os olhos e estou numa praia deserta.
Sentado na areia, os pés dispostos a sentir as ondas que, mais atrevidas, decidem rebentar perto.
O meu olhar perde-se no horizonte, onde ainda estão abertas todas as possibilidades.
Sinto o vento quente nas costas nuas, sinto como acaricia a minha pele.
Pego um punhado de areia e sinto como se me escapa por entre os dedos.
Por vezes, também permiti que momentos bons da minha vida se escapassem assim, sem fazer nada para alterar o rumo...
Respiro profundamente, tentando absorver todo o ar que me rodeia. Talvez queira respirar também o calor do sol que já toca a água, lá longe, onde apenas chega a minha imaginação.
Aí, o sol vai-se apagando com a água. Também a água ferve e evapora ao tocar o sol.
Vejo como nascem as primeiras estrelas...
Penso que a água ao evaporar levou pequenos pedaços de sol até ao céu e assim nasceram essas pequenas estrelas.
O vento já não é tão quente.
Começo a sentir frio e abraço-me.
Levanto-me, disposto a terminar o dia.
Abro os olhos.
O sol ainda brilha.
Não há estrelas.
Ainda tenho tempo para voltar a fecha-los ou para me fazer ao mundo e ser feliz.
Apenas tenho de encontrar as chaves!


Alma às 22:37
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Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

Dizem que

O amor é sempre novo. Não interessa que amemos uma, duas ou dez vezes na vida, estaremos sempre perante uma situação desconhecida.
O amor pode levar-nos ao inferno ou ao paraíso, mas leva-nos sempre a algum sitio.
É necessário procurar o amor onde quer que esteja, mesmo que isso demore horas, dias ou semanas de decepção e tristeza.
Há que encontrá-lo, e para isso teremos de o desejar do fundo do coração para que venha até nós ou para que possamos ir até ele.


Alma às 21:06
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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

A busca

Vasculhei todo o quarto, passando pelo espelho, o armário e pelas minhas mãos.
Levantei a almofada e sacudi os meus sonhos.
Abri cada porta, gaveta e caixote.
Destapei o guarda-jóias e as caixas de musica.
Desmontei a televisão, as cadeiras e as minhas entranhas.
Espreitei debaixo da cama, entre os lençóis, por cima da cómoda, por detrás das tuas fotos.
Remexi as minhas palavras, as minhas promessas e os meus Sábados...
mas não te encontrei... apenas o teu cheiro que perdura no pijama.


Alma às 23:41
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Terça-feira, 13 de Abril de 2010

Não me lembro...

...de quando o fiz pela última vez.
Apenas me lembro que era bom.
Tenho tantas saudades...
...de sorrir.


Alma às 14:06
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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

201 dias

Hoje enchi-me de recordações.
Recordações dos 201 dias mais felizes da minha vida.
Recordações de olhares e sorrisos cúmplices, de promessas perdidas no tempo, de vazio e de plenitude.
Recordei cada lugar, cada sentido, cada momento.
Momentos únicos, irrepetíveis, graças a ti.
Alguns perdidos no passado, outros lutando pelo presente.
Algumas recordações vivem em mim como sinais apenas perceptíveis, outros são cicatrizes que o tempo curará à sua maneira e que apenas recordo como se fizeram.
Ficaram os bons momentos, a parte feliz, a recordação doce do passado.
Há momentos que desejava reviver com a mesma intensidade, outros que gostaria de poder mudar para que fossem como tantas vezes sonhados.

E no entanto... todos são perfeitos!

Obrigado por tudo.

Amo-te muito.


Alma às 23:49
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Sábado, 10 de Abril de 2010

Se as minhas lágrimas falassem

Se as minhas lágrimas falassem...
só mencionariam a tristeza que existe no meu coração...

Se as minhas lágrimas falassem...
explicavam-te o porquê de tanta dor...

Porque nascem nos meus olhos brilhantes
e nunca morrem no meu rosto...

Se as minhas lágrimas falassem...
contariam porque a minha alma está desfeita.

Se apenas te falassem...
transmitiriam a nostalgia que sente a minha alma...

Se as minhas lágrimas falassem...
finalmente descobririas o peso que tem a minha consciência.

Se apenas te falassem...
morrerias nesse instante... de pena.


Alma às 21:02
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Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

A tristeza

Inesperadamente, sem nenhum tipo de convite, com a subtileza de uma gota de orvalho penetrando nas entranhas, chegou até mim a tristeza.
Não sei por onde entrou, mas desde logo se fez notar quando se instalou.
Procurou um local quentinho onde nidificar, onde pudesse espantar o frio que traz agarrado.
O meu coração, o eleito para acomodar o seu choro e uma dor perfurante deu-me o alerta de intruso.
Rejeita-la quis com todas as minhas forças, com rizadas gargalhantes, que lhe doem e a fazem esconder até terem passado e então faz uma nova excursão pelo meu ser, como doloroso castigo.
Primeiro visitou o meu estômago e apagou de um sopro a vontade de comer, outro dia as minhas pernas que deixou paralisadas, os meus braços, a minha cabeça e em cada recanto, deixou marcada a sua pegada.
Há já algum tempo que se apoderou de mim, continuando a minha alma a se esconder dela desde o primeiro dia a busca sem descanso. A sua insistência é tenaz e a cada tentativa deixa-me profundamente ferido.
Cada amanhecer é uma luta constante para seguir em frente.
Não lhe digam nada pois encontrei o seu ponto fraco, o lugar onde vive que a mantém dentro de mim.
Se lhe tiro o calorzinho, morrerá sem alcançar o seu objectivo.
O sacrifício que é suposto arrancar o meu coração, vale a pena.


Alma às 23:56
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Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

A vida

A vida dá muitas voltas e situações que não se conseguem entender são decifradas como por magia.
Finais podem ser começos, tristezas dão lugar a alegrias.

Faz-me lembrar a desculpa típica "estou mal, por isso não posso..."
Recordo a dor de não saber o que fazer na distância, noites brancas de pensamentos cinzentos. Lágrimas desesperadas por uma solução, buscas sem horário de um fio de esperança.

Finais podem ser começos...
Começos podem ser ilusões.

Por medo esconde-se o mais forte, por detrás de uma capa de mil cores. Quando se acha seguro, sai. Então nada é como se pensava. Cresce a confusão, aumenta a escuridão. O que interessam agora as mil cores da capa se já nada é como era?

Começos podem ser ilusões...
Ilusões podem ser realidade.

Porque basta uma palavra para alterar uma vida. Não se diz a palavra por receio de rejeição ou não entendimento, outras porque tudo pode sair como sonhado.

E conseguido o sonho desejado, o que nos resta?

Realidade pode ser um final.
Realidade pode ser um começo.
Realidade pode ter sido uma ilusão.


Alma às 23:29
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Terça-feira, 6 de Abril de 2010

Controlando as emoções

Não devemos confundir controlar as emoções com reprimi-las. Não devemos ignorar ou ocultar as emoções, mas sim aprender a viver com a serenidade suficiente, convivendo e controlando as nossas reacções. Zangar-se de forma violenta ou aceitar uma situação injusta terá consequências negativas para nós, por mais razão que tenhamos. Sermos capazes de controlar as nossas emoções, expressa-las da forma correcta e oferecer uma resposta assertiva, terá uma grande influência no nosso próprio bem-estar e nas nossas relações.


Alma às 23:23
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Sábado, 3 de Abril de 2010

O que é o amor?

O amor é um cúmulo sensações, emoções e sentimentos que chega a ser tão forte e poderoso que no seu extremo é irresistível.

É tão grande o sentimento que embarga o ser humano nesse momento, que não pensa, não raciocina, apenas se deseja estar com o ser amado a todo o custo, tudo ao redor muda de significado, os pequenos detalhes ganham grande importância, esquecendo-se por vezes de levar uma vida activamente normal.

O amor, diz-se que é um mal-estar no estômago que se apodera da nossa vontade e não ouve razões. Vive dentro de nós, manifestamo-lo em alguém especial desejando brotar tudo de bom que se tem para dar, e quando esse alguém se vai embora, não é o amor que se perde, esse permanece aí, precisamente onde nasceu porque o amor é a nossa essência e aí continua adormecido, expectante para encontrar outro ser humano que sinta e partilhe gostos e desejos, sonhos e ilusões.

O amor entrega-se, partilha-se, manifesta-se de todas as formas e condições possíveis, sem olhar a religiões ou culturas. Todos o sentimos, todos o transmitimos, é o amor que move o mundo, é a ternura, o carinho, o respeito aos outros. O amor tem de ser demonstrado quando é preciso, sacrificado quando necessário.

O amor em si é o sentimento que te faz amar, sofrer, chorar e perdoar. Nasce dentro de nós e aí permanece esperando ser acordado e manifestar-se em toda a sua magnificência, e digo isto porque é maravilhoso viver enamorado, albergar no nosso coração tão delicado sentimento, faz-nos estremecer as emoções, sonhar com o possível e chorar o impossível.

É tão maravilhoso que nos acorda de noite, faz-nos sonhar acordados, alegra-nos quando o temos e morremos quando o perdemos, e mesmo assim continuamos amando.


Alma às 23:33
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

A inveja

A inveja é o pior, mais tormentoso e vergonhoso dos sentimentos que podem contaminar o coração humano. O invejoso, sentindo-se mesquinho face aos outros e ao mesmo tempo inepto para se livrar da mesquinhez, vive em guerra e contínua angustia consigo próprio e com os outros.

A felicidade não depende do que nos falta, mas sim do esmerado cultivo e admiração pelo que temos. A felicidade faz-se, não se encontra, brota do interior, não vem de fora.


Alma às 08:52
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Para sempre... ou não...

Para sempre... Fico a pensar que talvez seja para muito tempo e realmente não é assim. Dizemos que um amor é para sempre, mas ao fim e ao cabo separamo-nos por muito apaixonados que estejamos. O incrível hoje em dia são casamentos que chegam a celebrar 50 ou mais anos juntos e mesmo assim a vida para eles também não seria para sempre. Um filho é para sempre mas abandona o lar à primeira oportunidade para iniciar a sua própria vida... essa é a lei da vida. Afinal o que é para sempre??? ou de quanto tempo se trata quando o dizemos?? Acho que deveríamos saber em que consiste esse tempo e o que se pode fazer com ele. Visto os tempos que correm talvez fosse melhor eliminar essa frase porque parece-me que para sempre não há nada, muito menos o amor, ou mesmo a vida. Para sempre... é melhor não o prometer nem jurar porque depois temos de o cumprir e isso já é outra cantiga...


Alma às 16:53
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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Novamente jovem

Há já umas semanas que a frase "não me interessa se vou morrer agora mesmo" deixou de fazer sentido. Tenho vontade de viver, de ser feliz, de beijar, de me apaixonar perdidamente, de sair, de respirar... tenho vontade de ser novamente jovem, e não quero saber se o mundo está mal, não quero saber de nada porque já sacrifiquei a minha felicidade por me preocupar com algo que não posso solucionar. Daqui em diante dedicar-me-ei a viver, a não me arrepender de algo que não fiz... de te dizer vem e te dar um beijo mesmo que não sejas a mulher da minha vida, ou talvez sim??? Não vou parar para pensar nisso, simplesmente vou desfrutar-te enquanto puder e quiser... porque mereço ter novamente 18 anos...


Alma às 20:06
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Sábado, 12 de Setembro de 2009

Como se mede a vida

A vida não se mede somando pontos.
A vida não se mede pelo número de amigos que tens, nem pela forma que os outros te aceitam.
Não se mede segundo com quem sais, com quem costumavas sair, nem pelo numero de pessoas com quem saíste, nem por se nunca saíste com ninguém.
Não se mede pelo número de pessoas que beijaste.
Não se mede pela importância da tua família, pelo dinheiro que tens, pela marca de carro que conduzes, nem pelo local onde estudas ou trabalhas.
Não se mede pela tua beleza física, pela marca de roupa que vestes, nem pelos sapatos, nem pelo tipo de musica que gostas.
A vida não é nada disso.
A vida mede-se segundo a quem amas e a quem magoas.
Mede-se segundo a felicidade ou tristeza que proporcionas aos outros.
Mede-se pelos compromissos que cumpres e pelas confianças que atraiçoas.
Mede-se pelo sabor que deixas na boca dos outros com a tua presença e com os teus comentários.
Trata-se da amizade, a qual pode ser usada como algo sagrado ou como uma arma.
Trata-se do que se diz, o que se faz e o que se quer dizer ou fazer, seja maléfico ou benéfico.
Trata-se dos juízos que formulas e a quem ou contra quem os comentas.
Trata-se de a quem ignoras intencionalmente.
Trata-se dos ciúmes, do medo, da ignorância e da vingança.
Trata-se do amor, o respeito e o ódio que tens dentro de ti, de como o cultivas e de como o regas.
Principalmente trata-se de se usas a vida para alimentar o coração de outros.
Tu e só tu escolhes a forma como vais afectar os outros, e essas decisões são do que trata a vida.
A vida será tão justa contigo como é com os outros.
Fazer um amigo é fácil, uma graça.
Ter um amigo é um dom.
Conservar um amigo é uma virtude.
Ser um amigo é uma honra.
Mas a vida fala de ti, por aqueles amigos que fielmente soubeste conservar.
Por aqueles a quem te soubeste entregar sem exigências.
Aqueles que quando não estás choram a tua ausência.


Alma às 08:21
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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Paranoia

Quando acordo os meus ossos estalam e provocam uma dor indolor
Espreguiço-me lentamente para não quebrar o inquebrável
É uma esperança desesperante, uma ilusão irrisória.
Uma mente em ebulição que procura a razão do irreal em palavras que não existiram
Ver novamente o dia, a madrugada que pede lugar à noite, abrir os olhos para ver realidades que mais parecem irreais, pensamentos que não deviam sair, enjaular as memórias e não viver as vivências.
A felicidade do infeliz, a procura do impossível, não sentir com os sentidos e deixar de falar, falando com o pensamento sem pensar no que dizemos.
A ilusão do decepcionante e a mentira verdadeira que não deixa de surpreender o que já não surpreende num mar de letras que procuram formar frases com algum raciocínio irracional.
Paranóias de um dia cinzento que se abre fechando-se à mente dos dementes dando lugar a tudo o escrito, apagando-o da memória que queremos esquecer, recordando-o sempre...
Chamem-me louco...


Alma às 11:27
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Acabar com a agonia

É o fim, o final de tudo, acabar com esta agonia que afoga dia-a-dia. Um passo difícil de tomar, mas decisivo, sem retorno, irreversível. Sem mais atalhos, sem caminhos enganados, agora tudo é claro, começa a minha escuridão. O final de tudo, de alegrias e medos de choros, da dor que tem sangrando as minhas veias, arrancando a minha pele aos pedaços sem piedade. Agora, finalmente sinto que tudo passou, que me devo deixar levar, abandonar esta sensação, deixar fluir a minha vida. Fechar os olhos, sem pensar, sem sentir, sem chorar, sem gritar, não sofrer tantos anos que perdi a razão. É o fim... o meu fim...


Alma às 15:57
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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Alguém me entende?

Vi esta noite que a tua luz já não brilha, que o teu coração já não é o que era. Ouvi-te chorar e não gosto nada. Deixa de pensar constantemente em todo o mal que te fez, deixa de pensar nas coisas que já não têm solução, deixa que o tempo apague tudo aquilo que não serve para a tua cabeça, deixa que o tempo vá pelo seu caminho e escolha o melhor. Se isto está a acontecer é porque tem mesmo de acontecer, para despertar o sexto sentido, para saber reagir. Vi como as lágrimas percorriam a tua face e até pude sentir o que ninguém pode ver, senti como sofrias em silencio e como já vias que tudo está perdido. Deixa-te levar pelas tuas emoções e deixa que nós tomemos o controlo, fala-te a tua mente e o teu coração.


Alma às 23:39
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Junto ao mar

Só o mar saberá que tu me ensinaste ali a beijar Junto ao mar tu nunca foste sincera Junto ao mar conseguiste-me enganar... Depois de ti perguntei às estrelas Quantas vezes mais a minha ingenuidade me fará chorar... Sem o teu amor a minha vida será Como uma casa sem habitar Sem o teu amor a minha vida vai-se e sem ti não sou nada.


Alma às 01:13
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Domingo, 9 de Agosto de 2009

Ódio vs Indiferença

Às vezes pergunto-me o que será pior, o ódio ou a indiferença? E chego a uma conclusão que é pior a indiferença que o ódio...
Com o ódio podemos chegar a um acordo, a um pacto, a uma solução... até podemos chegar ao amor.
No entanto, a indiferença é o pior de todos os estados de consciência. Não existes, não és, não interessas. Ninguém pode receber pior castigo...
Qual foi o meu pecado, a minha traição, para nem merecer uma triste explicação.
Não acredito no inferno, mas se ele existisse, era lá que eu estava.

Fala, diz, desabafa comigo. Bate-me se achas que mereço, mas não me deixes neste tormento.

 


Alma às 22:19
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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Ego. Eu, eu e o mundo.

Há algum tempo comecei a busca de mim mesmo, porque não sabia quem era. Isso frustrava-me e impedia que me pudesse amar. Como podes gostar de ti se não sabes quem e como és? Tudo estava ali, era fácil ver como era, pelo menos para mim deveria ser. Mas não queria aceitar muitos dos meus defeitos e fraquezas, de uma forma hipócrita dizia que sim, mas na realidade odiava ver esses aspectos de mim mesmo, e isso fazia-me afundar e afundar, na minha censura, na minha penitencia e na fuga de mim mesmo.
Acho que finalmente estou a aceitar-me como sou, é certo que não sou sempre a mesma pessoa em circunstancias diferentes, o que me anima, porque há momentos em que me comporto como a pessoa que gostava de ser, e tenho como firme propósito potenciar e alimentar esses momentos.
É igualmente certo que me odeio em certos momentos e é difícil gostarmos de nós quando os recordamos, e são estes os que mais frequentemente me vêm à cabeça, mas tento olhar de fora com um sorriso paternal, e não os desculpar tanto como tentando ser compreensivo. Sou fraco muitas vezes, mesmo que isso não tenha sido sempre mau, fez-me viver coisas "proibidas" das quais retirei mais um ensinamento, e experiencia vital da qual afinal de contas estou orgulhoso, já que pouca gente tem a minha perspectiva.
A tarefa encomendada já está mais ou menos concluída, já me conheço... um pouco melhor. Todos os dias aprendo coisas novas de mim, também é certo, mas aceitei o básico.
Agora resta-me gostar de mim, e creio que vai ser uma tarefa diária, como é gostar de outra pessoa com os seus defeitos e fraquezas, com quem por vezes temos de ser compreensivos e tolerantes, e outras permitir-nos sentir orgulho e amor.


Alma às 08:50
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Sábado, 1 de Agosto de 2009

Sinceridade

Hoje fui sincero. Primeiro fui sincero comigo mesmo. À algum tempo que não me sentava a me ouvir, não queria conhecer as minhas razões, os meus sentimentos, medos e desejos. Depois fui sincero contigo... Não me pudeste ouvir mas falei-te. Tentei dizer-te tudo aquilo que nunca te disse. Contei-te até aquilo que não queria contar. Abri o meu coração para que pudesses ver os meus sentimentos... e senti medo! Não medo de te perder porque sei que não te tenho. É outro tipo de medo. Medo de me perder, de já me ter perdido!


Alma às 23:00
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